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De orgias a conflitos: as denúncias citadas por moradores no caso de Carlos Alberto

Sentença analisou histórico de queixas, relatos de funcionários e novos registros apresentados em ação movida por moradores

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

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Ex-jogador Carlos Alberto foi expulso do condomínio onde morava Reprodução

Os episódios que levaram a Justiça do Rio a determinar a exclusão do ex-jogador Carlos Alberto do Alphaland Residence Club, no Rio de Janeiro, não surgiram de um único conflito. Assinada no dia 6 de março pela 1ª Vara Cível da Regional da Barra da Tijuca, a decisão se baseia em um histórico de ocorrências relatadas por moradores ao longo de anos.

A sentença menciona ao menos 52 ocorrências atribuídas ao ex-jogador entre junho de 2019 e março de 2023 nesse condomínio na Barra da Tijuca. Os relatos descrevem festas com música alta em horários variados, episódios de gritaria, ofensas e uso inadequado de áreas comuns.


Moradores registraram, por exemplo, danos ao patrimônio e outras situações consideradas incompatíveis com a convivência condominial. Entre os relatos reunidos no processo aparecem menções a agressões, ameaça de tiro e episódios descritos como “orgias sexuais na varanda”, além de urina em corredor.

O condomínio apresentou a ação por meio do escritório Bragança & Feijó Sociedade de Advogados.


Processo ampliou acusações

Um dos processos ligados ao caso, registrado em 2024, reuniu mais de 300 páginas de registros. No documento, moradores voltaram a relatar episódios de lesões corporais, ameaças e orgias em público. Carlos Alberto já já acumulava mais de 50 reclamações relacionadas ao comportamento dentro do condomínio àquela altura.

Outro episódio citado na ocasião envolve a depredação do carro de uma ex-namorada. Flagrado quebrando retrovisores do veículo após uma briga, o ex-jogador se complicou ainda mais internamente, e o caso aumentou a pressão de moradores por uma solução judicial.


Clima de temor no condomínio

Ainda de acordo com a reportagem do O Globo à época, funcionários demonstravam receio em lidar com o ex-jogador. Um porteiro chegou a relatar e descrever apreensão ao tratar das reclamações apresentadas por moradores. Outras declarações nesse tom ocorreram no mesmo período da ação judicial da época, em abril de 2024.

A mesma reportagem recordou sobre a demissão de Carlos Alberto da Band, ocorrida em 2023, sob acusação de agressão contra um torcedor do Flamengo.


Defesa de Carlos Alberto

Em sua versão, o ex-jogador afirmou sofrer perseguição dentro do condomínio. Ele reconheceu excessos relacionados ao volume da música, mas negou acusações mais graves, como atos de natureza sexual em áreas comuns. O ex-jogador também pediu indenização por danos morais.

A juíza Erica Batista de Castro concluiu que as provas indicam “conduta antissocial reiterada e incompatível com a convivência no condomínio” ao analisar o caso. Segundo a magistrada, as multas aplicadas anteriormente não alteraram o comportamento atribuído ao ex-atleta.

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