‘Assunto de número é irrelevante’, diz Matheus Cunha sobre camisa 9 do Brasil na Copa
Atacante minimiza disputa por numeração, celebra primeira convocação para o Mundial e destaca semelhança entre papel na seleção e no United
Jogada 10|Do R7

A possível camisa 9 de Matheus Cunha ou até mesmo um eventual pedido de Neymar pela camisa 10 podem movimentar debates entre torcedores e imprensa às vésperas da Copa do Mundo. Dentro da seleção brasileira, porém, o tema não parece ter o mesmo peso.
Convocado para disputar sua primeira Copa do Mundo aos 27 anos, o atacante do Manchester United tratou a discussão sobre numeração como algo secundário. Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (29), Cunha destacou que o principal é representar o Brasil no Mundial.
“Assunto de número é muito irrelevante onde nós chegamos. É muito gratificante vestir essa camisa e realizar nossos sonhos. Eu fico batendo nessa tecla, mas é muito verdade. Pouco importa o número que você está usando. A gente viu a reação dele por voltar, alguém tão grande e demonstrar todo esse orgulho de estar de volta. A questão de números fica totalmente fora do nosso alcance”, afirmou.
A CBF deve divulgar a numeração oficial da seleção entre sábado e domingo, dia do amistoso contra o Panamá, no Maracanã. A partida está marcada para as 18h30.
Função de Matheus Cunha na seleção brasileira
Enquanto a definição das camisas não acontece, Matheus Cunha ganha força para começar a Copa como titular no comando do ataque brasileiro. O atacante vive uma das melhores fases da carreira e acredita que a função exercida na Seleção se aproxima cada vez mais do papel desempenhado no Manchester United.
Com liberdade para circular fora da área e participar da construção das jogadas, o jogador explicou que se sente mais confortável neste segundo ciclo com a camisa da seleção.
“Esse meu segundo ciclo de seleção está muito mais parecido com o que eu jogo no clube. Com muito mais flutuações entrelinhas, em muitos momentos jogando propriamente como uma meia e sem dúvida nenhuma (existe relação entre o que faz no Manchester United). Muito feliz com tudo que vem acontecendo comigo, em um clube em que sempre quis jogar. Meu primeiro ano de volta à Champions, à competição em que o clube tem que estar todo ano, e agora chegando à seleção brasileira. Espero que seja tudo bem-sucedido como foi lá e que eu possa dar meu melhor dentro dessas funções que estou mais habituado a fazer”, analisou.
Presentão de aniversário
Por fim, além da expectativa pela Copa, a apresentação na Granja Comary aconteceu em uma data especial para o atacante: o dia de seu aniversário. Cunha relembrou dificuldades enfrentadas ao longo da carreira e valorizou o momento vivido com a Seleção.
“O futebol, assim como na vida, faz parte passar por momentos de dificuldade e superá-los. Depois de tudo que passei, ter meu nome na lista… Chegar no dia do meu aniversário, vamos ver, né? Acho que é o destino. Fico muito feliz de estar participando de tudo isso.













