Jogada 10 Adaptação, forma física e mais: veja o que melhorou na rotina de Payet

Adaptação, forma física e mais: veja o que melhorou na rotina de Payet

Além de perder oito quilos, francês Payet se mudou para uma casa no Rio e já está mais acostumado ao estilo de jogo no Brasil

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Fotos: Leandro Amorim/Vasco

Fotos: Leandro Amorim/Vasco

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O sorriso no rosto de Payet, na versão 2024, é mais leve. Sem a pressão da luta contra o rebaixamento, o francês vive uma nova fase e em ótima forma física. E já deu, por sinal, seu cartão de visitas, tanto nos amistosos no Uruguai, quanto em sua estreia no Campeonato Carioca. Foi a principal diferença ofensiva para tornar o time muito mais criativo e vencer o Madureira, em São Januário.

O camisa 10 enxugou cerca de oito quilos, de acordo com o departamento médico do clube. Com isso, exibe melhor forma física, ganhando em movimentação e velocidade para se desmarcar. Em diversos momentos, no Brasileirão, Payet perdeu na disputa para os defensores e não ajudou na recomposição. Além disso, passa a ter muito mais tranquilidade para não temer as jogadas individuais. Os motivos são a adaptação ao estilo de jogo no futebol brasileiro e o ambiente mais leve no Cruz-Maltino.

“Ele se sente muito mais à vontade pra arriscar. O ambiente mais leve e o entendimento do estilo do futebol brasileiro fizeram muita diferença”, disse um profissional da comissão técnica do Vasco, ao Jogada10.

Mudança e nova rotina no Rio

Aos 36 anos, havia dúvida sobre a produção de Payet. Mas, pela amostragem de janeiro, será muito útil para o técnico Ramón Díaz. O argentino, aliás, é só alegria com o desenvolvimento do jogador.

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“Estou muito contente com ele (Payet). Está se adaptando ao Rio e ao grupo. Está melhorando muitíssimo. Vai ser protagonista dessa temporada e da equipe”, apostou Ramón Díaz.

Recentemente, o camisa 10 alugou uma casa na Barra da Tijuca, próximo ao CT Moacyr Barbosa, e se mudou do hotel onde estava. Isso o ajudou a ter uma rotina mais saudável e confortável. Nas férias, com o alívio do objetivo alcançado no Vasco, recarregou as energias com a família na França. Lá, distribuiu camisas da equipe, ouviu e fez elogios à torcida e à recepção que teve.

Embora ainda não se arrisque publicamente no português, Payet já se comunica internamente no idioma, após três meses de aulas e cinco de convivência com os companheiros e funcionários do clube. Para as redes sociais, porém, apenas repete o já famoso “Aqui é Vasco, p…!”.

Payet se surpreendeu e reagiu

Há quem diga que o francês se surpreendeu com a intensidade e exigência do futebol brasileiro. Dessa forma, há mais três meses sem jogar, não estava preparado adequadamente para encarar o desafio físico e mental que foi salvar o Vasco da degola. Após recusar propostas de clubes menores da França, descartou a aposentadoria e acreditava que seu caminho seria uma liga de menos peso. Até surgir o convite para vestir a camisa cruz-maltina. As negociações não duraram nem dez dias, no fim de julho.

A partir deste ano, portanto, se comprometeu consigo mesmo a tentar estar na melhor forma da carreira, para compensar a idade avançada. Foi até visto correndo nas ruas do Rio nas férias. Hoje, inclusive, está pesando dois quilos a menos do que na época áurea de West Ham e Olympique de Marselha, quando tinha a explosão natural de um jovem.

Seguindo programação da comissão técnica, Payet pode ser titular contra o Bangu, domingo, no Mané Garrincha. Vindo do banco, diante do Madureira, já deu passe de letra, bons chutes e assistências açucaradas, como a para o incrível gol perdido por Erick Marcus. Antes, já havia balançado as redes no 1 a 0 sobre o Deportivo Maldonado, na pré-temporada. Aliás, foi eleito o melhor jogador da Série Río de la Plata.

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