Itália admite que campeonato nacional pode se estender para próximas temporadas

O surto de coronavírus na Itália provocou a suspensão de todos os eventos esportivos até ao menos 3 de abril e colocou em dúvida a conclusão da temporada 2019/2020 do futebol nacional. O cenário de incerteza tem provocado a busca por alternativas pelos dirigentes, a ponto do presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano), Gabriele Gravina, admitir a possibilidade de o torneio precisar se estender por duas temporadas para ser concluído.

Na semana passada, em uma reunião, a FIGC avaliou algumas alternativas para concluir o Campeonato Italiano, como a disputa de mata-matas para definir o campeão e as equipes rebaixadas, declarar a atual tabela de classificação como a final da competição ou até mesmo não apontar um vencedor.

O cenário de incerteza aumenta porque nesse momento parece ser inviável retomar o futebol na Itália em abril, como a ideia inicial. Além disso, o Campeonato Italiano estava longe ser concluído quando foi paralisado, com 12 rodadas completas ainda a serem disputadas, sendo que oito times ainda têm um 13.º jogo a realizar.

"Se não for possível concluir as ligas, optaremos por outras decisões. Não está descartado que a temporada atual possa se espalhar ao longo de duas temporadas diferentes. Eu entendo que há muita curiosidade, mas hoje ninguém está em posição de dizer o que o futuro nos reserva", disse Gabriele Gavrina em entrevista à rádio 1 RAI.

O dirigente também adiantou que defenderá o adiamento da Eurocopa na reunião da Uefa marcada para esta terça-feira e que se realizará através de videoconferência. O torneio está marcado para começar em 12 de junho e seria disputado em 12 países. Postergar a competição de seleções daria uma chance maior de conclusão das ligas nacionais.

"O adiamento da Eurocopa é a ideia. Amanhã (terça-feira) pediremos à Uefa e todas as federações um ato de responsabilidade, seguindo um caminho que busca proteger a saúde dos atletas e dos torcedores em todo o mundo", afirmou.