"Isso estraga tudo!" – Didier Deschamps critica as "pausas para refresco" após a vitória da França sobre o Brasil, em um alerta grave antes da Copa do Mundo na América do Norte
O técnico da França, Didier Deschamps, fez uma severa advertência à FIFA sobre o uso de intervalos obrigatórios para hidratação,...
Goal|Do R7
Os Bleus superam cartão vermelho e derrotam uma Seleção desorganizada
A França provou por que continua sendo a equipe a ser batida no cenário internacional, garantindo uma vitória suada por 2 a 1 sobre o Brasil no Gillette Stadium. Apesar de ficar com apenas 10 jogadores em campo no segundo tempo, após a expulsão de Dayot Upamecano, a seleção europeia demonstrou notável disciplina tática para resistir à investida brasileira no final da partida.
A precisão de Kylian Mbappé proporcionou a abertura do placar com um finalização precisa sobre Ederson, antes de Hugo Ekitike ampliar a vantagem. Embora Gleison Bremer tenha descontado para a Seleção, a equipe de Carlo Ancelotti parecia sem ideias, não conseguindo capitalizar sua vantagem numérica, já que Vinícius Jr. e Raphinha foram neutralizados pela resoluta defesa francesa.
Deschamps critica as pausas que quebram o ritmo

Embora o resultado tenha sido positivo, Deschamps ficou furioso com o teste das pausas obrigatórias para hidratação durante a partida. O francês argumentou que a suspensão das pausas para hidratação, que ocorrem aos 22 minutos de cada tempo, altera fundamentalmente a integridade competitiva do futebol de alto nível, ao dar uma ajuda às equipes que estão sob pressão.
“É bom para vocês, emissoras, ter o intervalo comercial, mas esses três minutos mudam o jogo... Não importa a equipe, se ela estiver em boa fase, três minutos estragam tudo”, disse Deschamps.
“Isso pode ajudar se você não estiver jogando bem, mas se estiver perto de quebrar o ânimo do adversário.”
Ele acrescentou: “Jogamos quatro períodos, embora haja sempre um intervalo.”
Elogios aos seus jogadores
Deschamps, no entanto, mostrou-se satisfeito com o desempenho de sua equipe, apesar de ter jogado com dez jogadores, destacando que a compreensão tática de seus jogadores permitiu que a equipe mantivesse um desempenho sólido e garantisse a vitória.
“É um bom resultado porque se trata do Brasil”, explicou ele. “Há onze anos, sofremos uma derrota pesada (3 a 1); havia uma diferença significativa entre eles e nós naquela época. Não diria que a diferença se inverteu, mas o que conseguimos fazer no primeiro tempo e depois, quando ficamos com 10 jogadores: o controle técnico, a compreensão técnica entre os meio-campistas e os quatro atacantes – essas são coisas interessantes.
Houve muitas mudanças de posição sem que isso prejudicasse o desempenho geral da equipe. Desde que houvesse um bom entendimento técnico entre os jogadores contra uma seleção brasileira cautelosa, que tentava nos prejudicar nas transições da defesa para o ataque e nos contra-ataques, sim, estou satisfeito.”
E agora?

Os Bleus vão então se preparar para enfrentar a Colômbia no domingo. Deschamps buscará manter o ímpeto positivo da equipe rumo à próxima Copa do Mundo, onde estão no Grupo I ao lado do Senegal, da Noruega e do vencedor da repescagem.










