Esportes Ginastas brasileiras 'sentem' o clima da arena e fazem treino de pódio em Tóquio

Ginastas brasileiras 'sentem' o clima da arena e fazem treino de pódio em Tóquio

As ginastas do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 sentiram, literalmente, o clima do Ariake Gymnastics Centre. Em uma arena com o ar condicionado a todo vapor, Flávia Saraiva e Rebeca Andrade participaram nesta quinta-feira do chamado treino de pódio, que serve para que as atletas testem os aparelhos nos quais vão competir e também para dar aos juízes uma primeira amostra do grau de dificuldade dos movimentos que pretendem realizar na competição.

A avaliação foi bastante positiva, principalmente na trave e no solo. O Brasil se destaca na parte coreográfica, com muita técnica, leveza e alegria. As disputas femininas começam neste sábado.

"A gente começa esse trabalho quando sai o sorteio do primeiro aparelho, aí já começamos a simular isso em treinamento. Começar na trave, é um dos aparelhos mais difíceis. Apesar de não exigir tanto fisicamente, é preciso estar bem psicologicamente e tecnicamente. E hoje elas passaram bem. No solo, que também além de fazer todos os movimentos tem a graça a parte coreográfica, foram bem. No salto, a Flávia conseguiu fazer a dupla pirueta com pouco aquecimento. Não foi tão bom, mas ficou satisfeita. A paralela é um aparelho bem técnico para se fechar, bem difícil de fechar a competição. Mas no geral, gostei bastante", disse Francisco Porath, técnico da equipe feminina.

Foram cerca de duas horas de treinamento em que as atletas testaram o ambiente, os aparelhos - salto, trave, barras assimétricas e solo -, a iluminação, a disposição dos árbitros e os rodízios dentro da área de competição.

Rebeca se destacou com a sua já conhecida apresentação ao som do funk "Baile de Favela", enquanto que Flávia apresentou sua nova música, um remix dos clássicos da MPB Garota de Ipanema, Aquarela do Brasil, Canto das 3 Raças e Canta Brasil, feita pelo produtor musical da Anitta, Rafael Castilho.

"Essa música está aí faz tempo, mas não conseguimos executá-la. Era para ter usado no Pan, mas ela teve uma lesão no pé. Tentamos colocar o máximo de elementos hoje para ver o que o árbitro diz e formar a melhor série, que seja mais competitiva para o dia da disputa", analisou Porath.

Antes, Flávia e Rebeca tiveram três dias de treinamentos em um outro ginásio, onde as brasileiras conseguiram ter os primeiros contatos com os aparelhos e começaram a se adaptar ao fuso horário. Agora serão mais dois dias para os últimos treinamentos até o início da disputa neste sábado, com a fase classificatória.

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