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Xodó no Corinthians, Pedrinho revela: 'Pensei em desistir'

Próximo de completar 20 anos, Pedrinho, xodó da torcida do Corinthians, espera o título do Campeonato Paulista para celebrar a data

Futebol|Do R7

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O atacante Pedrinho é uma das promessas do elenco do Corinthians
O atacante Pedrinho é uma das promessas do elenco do Corinthians

Na sexta-feira da semana que vem, dia 13, Pedrinho completa 20 anos e nada melhor do que o título do Campeonato Paulista para celebrar a data. O garoto ainda nem se firmou como titular e já virou xodó da torcida do Corinthians. Em entrevista ao Estado, mostra maturidade e conta que chegou a temer fracassar na tentativa de se tornar jogador profissional. Falou do desafio de comer corretamente e da responsabilidade em lidar com o torcedor.

Chegou a hora de ser titular?

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Estou muito feliz por ter mais oportunidades e mostrando o meu futebol. Tenho que respeitar os companheiros, mas quero buscar o meu espaço, agora que estou em melhores condições físicas.

Como lidar com a mudança de promessa a xodó da torcida?

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Quando a pessoa vem de uma família humilde, sabe dar valor quando chega lá. Todo mundo pede para tirar foto comigo e ter um contato, tento dar atenção para todo mundo porque eu já estive no lugar deles e queria um autógrafo do Cássio, Jadson, Jô... Meu pai ficava louco para tirar foto com esses caras e hoje ele consegue. Tenho que valorizar isso. Quando eu estava na base, morria de medo de falhar e não chegar ao profissional.

Pensou em desistir?

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Vários momentos, principalmente quando fui dispensado do São Paulo (quanto tinha 14 anos). Pensei em voltar para casa, mas meu pai me incentivou a não desistir. Quando cheguei no Sub-20 e via que as coisas não aconteciam, ficava pensando: "Saí de casa com 12 anos, vou ficar até os 20 tentando e não vai acontecer nada? Perdi minha infância inteira, faltava na aula para jogar futebol, para nada?"

Chegou a pensar em fazer alguma outra coisa?

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Não pensei em nada. Vou fazer faculdade do quê? Eu tinha que ser jogador. Se eu não fosse, não faço ideia do que poderia ser de mim. Completei o segundo grau e até pensei em estudar, fazer faculdade de Educação Física, mas isso é complicado por causa dos horários dos treinos, jogos e viagens. Quero estudar inglês também.

Como lida com o assédio?

Quando você alcança alguma coisa, as pessoas chegam em você por interesse mesmo. Sei lidar bem com isso. Não é todo mundo que chega em você por interesse, também tem pessoas de bom coração e consigo diferenciar isso.

Você tem demonstrado muita personalidade e pés no chão? Tem ajuda de alguém para isso?

Converso bastante com o meu pai, só que eu penso que o tempo faz a gente amadurecer. Hoje não sinto mais aquela pressão de ter que dar certo no profissional. Sei que ainda não sou titular, estou buscando o meu espaço, só que a união do grupo me ajuda, pois os jogadores mais experientes passam confiança e deixam a gente mais tranquilo.

O Carille sempre fala sobre sua melhora na alimentação... Afinal de contas, o que você comia ou come de tão errado?

Eu gostava de trocar o jantar por bolacha. Não comia só besteira, mas essa troca de refeição me prejudicava um pouco. Agora o clube me ajuda, faz marmita para eu levar para casa. Moro sozinho e fica complicado, né? Antes eu chegava em casa, dava uma preguiça de fazer ou pedir algo, aí eu via a bolacha e comia isso mesmo.

O que vai nessa marmita?

Coisas que eu gosto. Arroz, feijão, macarrão, uma carne, essas coisas. O tratamento que eles têm por mim é especial e nunca tinham feito isso por outro jogador. Até por isso estou levando a sério essas coisas.

Você teve uma alimentação deficitária na infância?

Meu pai nunca deixou faltar nada em campo, mas eu beliscava alguma coisa e ia jogar bola. Eu não era de sentar para comer. Ia jogar bola na hora do almoço e nunca gostei de verdura e legumes. Meu pai pegava no meu pé para eu comer direito e quando ele estava próximo era mais fácil ter o controle disso, pois ele sempre me obrigava a comer certo.

O que mais você detesta?

Essas coisas, tipo alface, cenoura, beterraba... Não gosto de nada disso e para comer essas coisas é um sacrifício. Tomate até dá para comer. Jogo um sal em cima e pronto.

A nutricionista do Corinthians pega muito no seu pé?

Tem um controle grande, sim. Eles passam o que eu preciso comer. Ela faz um cardápio com coisas que eu gosto. Isso é legal porque muitas vezes ela consegue fazer coisas ruins, que ficam boas por causa do jeito que ela faz. Tudo isso está me deixando mais forte.

O gol contra o Bragantino, de fora da área, é sinal de que está mais forte e confiante?

Sim, isso passa também pelo trabalho do dia a dia. Antes, eu não chutava tanto e precisei aprimorar essa parte. Aos poucos, as coisas vão evoluindo.

Qual a maior dificuldade em campo?

Antes, eu corria atrás do prejuízo e agora consigo me posicionar melhor para me desgastar menos. Também estou puxando mais para os dois lados do campo e não só tentando levar a bola para a parte lateral.

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