Futebol Venezuela denuncia 'sequestro' de avião de sua seleção no Peru após jogo das Eliminatórias

Venezuela denuncia 'sequestro' de avião de sua seleção no Peru após jogo das Eliminatórias

O ministro das Relações Exteriores do país afirmou ainda que a atitude do governo peruano é 'vingança' após o empate em 1 a 1

  • Futebol | Da AFP

Venezuela e Peru empataram em 1 a 1 pelas Eliminatórias

Venezuela e Peru empataram em 1 a 1 pelas Eliminatórias

ERNESTO BENAVIDES / AFP - 21.11.2023

O governo da Venezuela denunciou, nesta quarta-feira (22), o fato de que o avião que transportava a seleção "Vinotinto" foi impedido de reabastecer após o empate em 1 a 1 com o Peru, em Lima, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O jogo terminou com um confronto entre os jogadores venezuelanos e a polícia peruana.

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"O governo do Peru comete uma nova arbitrariedade contra os venezuelanos, ao impedir que o avião que traz de volta a seleção reabasteça o combustível para levantar voo", escreveu o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, em uma mensagem na rede social X.

"Um sequestro vingativo da nossa equipe, que fez um jogo extraordinário no dia de ontem", no Estádio Nacional de Lima, acrescentou Gil.

O governo peruano afirmou, no entanto, que não impôs "nenhuma medida que proíba o reabastecimento" do avião e que "está tomando providências para solucionar o mais breve possível essa situação".

"A citada aeronave vem enfrentando restrições de reabastecimento de índole mercantil privada, alheia à vontade do Estado peruano", acrescentou.

A autoridade migratória ainda não informou o resultado do "controle de identidade sobre pessoas estrangeiras no Estádio Nacional", realizado antes do jogo.

Na semana passada, entrou em vigor um decreto que permite ao governo peruano deportar rapidamente pessoas com documentação irregular, após o fim do prazo fixado até 10 de novembro para regularizar sua situação.

A Venezuela denunciou antes xenofobia por parte do Peru, que atribuiu um aumento na insegurança à presença no país do grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua.

"É no mínimo embaraçoso que um evento futebolístico de tanta envergadura tenha sido tomado como campo de batalha para expor as mais baixas paixões de xenofobia antivenezuelana por parte de uma autoridade policial do Peru", criticou o Ministério dos Esportes da Venezuela.

A pasta também condenou comentários na televisão peruana, em que apresentadores se referiram às mulheres venezuelanas como prostitutas, e exigiu uma investigação por parte da Conmebol e das autoridades locais.

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