Trocas de técnico no início do Brasileirão resolvem? Veja o que diz a história dos pontos corridos
Assim como o Atlético-MG, que demitiu Sampaoli, outros clubes da Série A já recalcularam a rota após começos turbulentos
Futebol|Do R7
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Após início irregular na temporada, Jorge Sampaoli foi demitido do comando do Atlético-MG depois de conquistar apenas duas vitórias, sete empates e uma derrota em 10 jogos disputados. Clube e treinador seguiram caminhos opostos por conta de embates nos bastidores pela contratação de reforços, e o Galo optou por recalcular a rota e trazer um novo nome para conduzir a equipe em 2026.
Com investimento milionário, o time mineiro quer voltar a disputar o título na elite do nosso futebol, mas, será que demitir o treinador era o movimento certo? A história nos mostra que, desde que o Brasileirão assumiu o formato de pontos corridos, das 23 edições disputadas, em 10 delas os clubes conseguiram ser campeões após a troca de comando.
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Botafogo e Atlético-MG
O caso mais recente é do Botafogo, em 2024. Naquele ano, Tiago Nunes começou a temporada e foi demitido ainda em fevereiro. Para o seu lugar, John Textor trouxe o português Arthur Jorge, que fez grande trabalho no Glorioso e conquistou não só o Brasileirão daquele ano, após quase três décadas de jejum, como a Libertadores também, título inédito para a equipe carioca.
Em 2021, o próprio Atlético-MG fez a troca de comando e teve final feliz naquela temporada. Curiosamente, o treinador demitido na ocasião também foi Jorge Sampaoli, que deu lugar a Cuca. O técnico comandou a equipe em campanha irretocável e levou o Galo a conquistar o Brasileirão após um jejum de 50 anos.
Fla e Palmeiras bicampeões após trocas
Um ano antes, o Flamengo também corrigiu a rota no meio do campeonato e terminou levantando a taça. Naquela edição, Domènec Torrent foi demitido e Rogério Ceni assumiu o Rubro-Negro, conduzindo a equipe ao título brasileiro. Em 2019, ano mágico da história flamenguista, o clube seguiu roteiro parecido, quando demitiu Abel Braga e trouxe Jorge Jesus, que terminou campeão nacional e da Libertadores.
O Palmeiras também aparece em duas edições como campeão após trocar de treinador. Em 2016, Marcelo Oliveira não conseguiu repetir o sucesso do ano anterior, quando foi campeão da Copa do Brasil, e deu lugar a Cuca, que ajudou o Verdão a conquistar o Brasileiro após 22 anos de jejum. Dois anos depois, Felipão viveu cenário semelhante ao assumir a equipe após a demissão de Roger Machado, sendo campeão brasileiro naquele ano.
Flu, Corinthians e Santos
Voltando ainda mais no tempo, o Fluminense trocou Cuca por Muricy Ramalho em 2010 antes de levantar a taça. Um ano antes, foi a vez do Flamengo, que também demitiu Cuca, substituindo o treinador por Andrade, auxiliar que assumiu interinamente e acabou efetivado após a conquista nacional.
Já em 2005, o Corinthians trocou Daniel Passarella por Antônio Lopes e terminou no topo da tabela, em ano marcado por polêmicas e escândalos de arbitragem. Em 2004, o Santos traçou o mesmo caminho, demitindo Leão, ainda no começo do ano, para a chegada de Vanderlei Luxemburgo, que conduziu a equipe ao título nacional daquele ano.
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