Tecladista do Skank ajuda Cruzeiro a contar história do tricampeonato Brasileiro em livro sobre o time
Páginas com imagens e textos também relembram conquistas celestes de 1966 e 2003
Futebol|Francisco Valle, do R7

“Às vezes as pessoas esquecem a emoção dos títulos e momentos importantes”. Foi por esse motivo que o Cruzeiro convidou o tecladista do Skank, Henrique Portugal, torcedor fanático do time, e o jornalista Bruno Mateus para criar o livro Cruzeiro – Tricampeão Brasileiro, que detalha em fotos e textos o tri do Brasileirão conquistado em 2013 pela Raposa.
Em conversa com o R7, Henrique Portugal explicou um pouco do processo de criação, falou sobre os motivos que levaram o clube a desenvolver o projeto e, claro, não deixou o assunto futebol de lado.
O músico foi convidado pelo Cruzeiro por conta do forte envolvimento com o clube e por ser comentarista do time no jornal Estado de Minas. O processo de criação, segundo ele, foi corrido, pois só pôde ser colocado em prática quando a equipe celeste já dava todos os sinais de que não seria mais alcançada pelos rivais na classificação do campeonato.
— Eu sou colunista cruzeirense do Estado de Minas, tenho uma coluna semanal, e alguns textos do jornal, inclusive, foram colocados no livro. Esse convite veio mais para o final do ano e o prazo foi um pouco curto, mas eu e o Bruno abraçamos tranquilamente, pois o Cruzeiro ‘tornou-se campeão’ antes do campeonato acabar.
No decorrer das páginas, os autores contam jogo a jogo, com fotos e aspas de atletas, como foi a campanha campeã de 2013, mas não deixam de lado os títulos de 1966 e 2003. Sobre o primeiro — da Taça Brasil—, questionado se, caso a CBF mude de ideia e desconsidere a conquista como sendo equivalente ao Brasileiro, o nome do livro poderia mudar, Henrique diz que não e explica o porquê.
— O Brasil não começou em 1971[ano do primeiro Campeonato Brasileiro]. Naquele ano, inclusive, era Nacional de Clubes. Então, meramente por causa de uma nomenclatura, não podemos deixar de incluir o Santos em 62 e 63, o Bahia em 59 e assim por diante.
Como não poderia deixar de faltar, o livro tem algumas cutucadas ao rival Atlético-MG. Já na capa, pode ser visto a frase “o maior de Minas Gerais”, que, claramente, dá uma alfinetada no Galo. Sobre a rivalidade, Henrique diz que faz parte e exalta a importância dela para os dois clubes.
— Faz parte e ela é saudável e bem-vinda. O Atlético-MG virou campeão da Libertadores e o Cruzeiro correu atrás. Aqui [MG], a gente é muito polarizado, um time levanta o outro. É extremamente saudável quando você respeita o grande rival.
Apesar do título nacional no ano passado, o Cruzeiro não começou bem na Libertadores de 2014, principal objetivo do clube para o primeiro semestre. Mesmo assim, Henrique acredita na virada e faz uma avaliação positiva da nova diretoria celeste.
— O Gilvan [presidente do Cruzeiro] é uma pessoa completamente diferente. As mudanças são muito importante porque há um desgaste. Então, o Gilvan mudou e foi importante para o Cruzeiro uma nova pessoa, com ideias novas.
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Mesmo na penúltima colocação do Grupo 5 do torneio continental, com apenas quatro pontos em quatro partidas, o tecladista crava que o time vai se classificar e acredita que a boa fase de Julio Batista vai ajudar.
— Eu acredito totalmente. Nosso jeito de jogar é atacando, não adianta ficar lá atrás. esse time joga pra frente e é assim que vamos classificar. Agora o Julio Batista começou a mostrar para o que veio. É a nossa Besta Negra.















