Sucesso da Primeira Liga pode minar Paulistão em 2017
CBF desistiu da queda de braço que mantinha com os clubes e reconheceu a competição
Futebol|Do R7

O Campeonato Paulista de 2016 ainda nem começou, mas já terá de planejar o ano que vem. A Federação Paulista de Futebol torce para que a recém-criada Primeira Liga, que acabou validada na última quinta-feira (28) pela Confederação Brasileira de Futebol, não vingue entre os clubes do Estado. O sucesso da nova competição minaria ainda mais o principal torneio regional.
Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo sinalizaram escalar times reservas no Paulistão nos últimos anos — as alegações eram a exigência de uma pré-temporada maior e a preparação para a Copa Libertadores. A FPF, claro, não gostou e tratou de reinventar sua principal competição e, inclusive, aumentou consideravelmente o valor da premiação. Outra alternativa então deve ser pensada para a competição em 2017.
Exceto o Corinthians, os principais clubes paulistas não foram convidados para o ano de estreia da Primeira Liga. Em entrevista à Folha, o CEO da organização e ex-presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, disse que chegou a convidar as equipes, mas elas se mostraram felizes com o Paulistão. No mesmo dia, o mandatário do Santos, Modesto Roma Júnior, confirmou que não tinha intenção de aderir ao torneio.
O atrativo da Primeira Liga seria o maior número de clássicos nacionais e a perspectiva de estádios mais lotados. A CBF prometeu não atrapalhar as datas do torneio e adequar de vez o calendário em 2017.
A edição deste ano conta com 12 clubes (América-MG, Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Atlético-PR, Coritiba, Grêmio, Internacional, Avaí, Figueirense e Criciúma), divididos em três grupos. A tendência é que a competição mantenha o formato de mata-mata.















