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STJD defende torcida apenas com mulheres e crianças

Procurador-geral acredita que medida acabará com violência das organizadas 

Futebol|Do R7

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STJD também defendeu a realização de jogos sem torcida, possibilidade que não existe no Regulamento Geral de Competições de 2013 da CBF
STJD também defendeu a realização de jogos sem torcida, possibilidade que não existe no Regulamento Geral de Competições de 2013 da CBF

O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, defendeu nesta segunda-feira (9) que o Brasil adote como medida punitiva aos clubes que tiverem briga de torcida nos estádios a proibição da presença de homens adultos nas arquibancadas.

"Mulheres e crianças nos estádios é uma ideia interessante, que já foi testada com sucesso na Turquia", comentou Schmitt, em entrevista ao SporTV. Na Turquia, chamou atenção especialmente um jogo do Fenerbahce, em 2011, em que a equipe, na época com Alex no time, atraiu mais de 40 mil mulheres e crianças a um único jogo.


Schmitt também defendeu a realização de jogos sem torcida, possibilidade que não existe no Regulamento Geral de Competições de 2013 da CBF, mas que foi incluída na legislação válida para os campeonatos nacionais do ano que vem, divulgada na última sexta-feira. Para o procurador geral do STJD, seria uma forma de punir clubes e organizadas no bolso.

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"Insisto na possibilidade de ausência de público porque incentiva atacar o lado financeiro. Isso é importante para lidar com a bandidagem, que vem usando o futebol ilicitamente no aspecto econômico. Quando você fecha o estádio, não há transação de souvenir, brindes e ingressos, que é o que sustenta a organizada", lembrou Schmitt.

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O procurador geral ainda cobrou que outras esferas façam sua parte para tentar acabar com a violência nos estádio. "Tem que cobrar do governo federal, prisão, controle de acesso. CBF, governo federal, todos têm que fazer alguma coisa. Está faltando esse componente que é auxiliar. Temos muito o que fazer ainda. A punição no STJD, pelo estatuto do torcedor, está restrita ao clube."


Juiz não sabe quem começou briga no Atlético-PR x Vasco

O árbitro Ricardo Marques Ribeiro afirmou na súmula da partida entre Atlético-PR e Vasco que não viu qual das torcidas iniciou a violenta briga que quase impediu a realização do jogo, que decretou no domingo (8) o rebaixamento do time carioca, na última rodada do Brasileirão.

"Não foi possível perceber quem deu início ao tumulto, uma vez que toda a equipe de arbitragem estava concentrada no jogo", anotou o juiz, que apenas descreveu o confronto entre as duas torcidas na súmula.

"Aos 17 minutos do 1º tempo, o jogo foi interrompido em razão de um conflito entre torcedores do Clube Atlético Paranaense e do Clube de Regatas do Vasco da Gama, nas arquibancadas, que teve início com poucos torcedores, mas que foi se avolumando e envolveu centenas deles", registrou.

O árbitro anotou ainda que o conflito precisou ser contido por bombas de efeito moral e spray de pimenta. "A rixa foi contida pelo policiamento militar e pela segurança particular do estádio, havendo sido necessária explosão de bombas de efeito moral e uso de spray de pimenta".

Marques Ribeiro informou ainda que torcedores dos dois lados ainda tentaram arremessar objetos nos assistentes e no goleiro Weverton, do Atlético, depois que a partida havia sido reiniciada - houve atraso de 1h13min por causa do confronto nas arquibancadas da Arena Joinville.

"Dei reinício ao jogo, que transcorreu até o seu final, sem qualquer outro incidente, salvo o fato de torcedores do Clube Atlético Paranaense haverem jogado uma peça de torneira de metal próximo ao assistente 1, sr. Márcio Eustáquio Santiago, e de torcedores do Vasco haverem atirado algumas pedras na direção do sr. Weverton P. Silva, goleiro do Clube Atlético Paranaense, valendo esclarecer que nem o goleiro, nem o assistente 1, foram atingidos. Estes fatos ocorreram a 25 e 30 minutos do segundo tempo", afirmou.

A súmula da partida será utilizada como base para qualquer ação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nas próximas semanas. O procurador-geral Paulo Schmitt já adiantou que oferecerá denúncia ao STJD contra os dois clubes até quarta-feira desta semana.

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