Sem estádio, Atibaia supera dificuldades e tem ano vencedor
Clube do interior obteve o acesso para a Série A-2 do Estadual e luta pelo título da Copa Paulista, que pode levar à Copa do Brasil ou Série D em 2019
Futebol|Cesar Sacheto, do R7

Sem um estádio próprio para atuar, o Sport Club Atibaia, equipe da terceira divisão do futebol paulista, teve que superar vários obstáculos para a disputa da temporada deste ano. O time, que disputa as quartas de final da Copa Paulista, viajou mais, gastou mais e teve mais desgaste físico que seus concorrentes.
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Na busca por uma casa provisória, a diretoria fez parcerias com clubes de outras cidades, casos do Primavera (Indaiatuba), Velo Clube (Rio Claro) e do Bragantino (Bragança Paulista) — onde o Atibaia conquistou o título da Série A3 do Paulistão com uma vitória por 2 a 1 sobre a Portuguesa Santista.
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Neste sábado, a equipe manda o jogo contra o Olímpia, às 15h, no estádio Benito Agnelo Castellano, em Rio Claro.
"Quando jogávamos 'em casa', viajávamos 110 km para ir e outros 110 km para voltar à nossa cidade. Havia concentração em todos os jogos. Deu problema financeiro. O presidente teve que colocar a mão no bolso e gastar mais. Além disso, a torcida não tinha muito acesso ao clube", contou Eduardo Lustosa, analista de desempenho do time.
Apesar do desgate, os jogadores não sentiram a falta da casa própria nos campeonatos que disputaram.
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"Pelo contrário. Dentro de campo, o time se adaptou bem. Como sempre jogava fora, não sentia a pressão", frisou Lustosa, integrante da comissão técnica do Atibaia.
O bom rendimento é comprovado pelos resultados. A equipe conquistou o acesso para a Série A2 do Estadual para o ano que vem e segue na disputa do título da Copa Paulista, torneio que classifica campeão e vice para competições nacionais em 2019 (Copa do Brasil e Série D do Brasileirão).
Casa para 2019
Mesmo com os bons resultados, o fato é que a necessidade de deslocamento constante onerou excessivamente o clube. Foi preciso injetar mais dinheiro para cobrir gastos extras da delegação com viagens, hospedagem, transporte, alimentação, etc.
Nesta semana, o Sport Club Atibaia foi confirmado pela FPF (Federação Paulista de Futebol) como integrante da Série A2 do Paulistão no ano que vem e utilizará como sede o estádio Bento Agnelo Castellano, em Rio Claro, município situado a 130 km de Atibaia.

Pesou para a escolha do local, além do acordo entre as diretorias dos clubes, a infraestrutura da arena esportiva, capaz de receber partidas de todas as divisões do país em termos de público e instalações para imprensa — transmissão de TV, rádio e internet.
Estádio municipal ainda vai demorar
O presidente do Atibaia, Alexandre Barbosa, que assumiu o comando da agremiação em 2015, lamentou o fato de o estádio municipal não estar pronto a tempo do início do Campeonato Paulista — o projeto em parceria com a prefeitura local está pronto, mas as obras ainda não foram iniciadas —, mas confia na nova sede provisória.
"Ninguém quer jogar em Aibaia mais do que eu. Mas, quando assumi o clube, sabia dessa dificuldade. Então, não vou ficar chorando. Preciso continuar o projeto para chegar à Série A1, chegar na Série D (do Brasileirão) e alçar novos desafios. Preciso que o clube se pague como uma empresa. É muita despesa", ponderou o mandatário.
Olho nos negócios
A diretoria do Falcão — animal escolhido para ser o mascote do time — também aposta na divulgação da equipe, inclusive por meio das redes sociais, para alavancar as negociações com jogadores e crescer no cenário esportivo paulista.
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"O Atibaia quer mostrar o seu atleta para todos. Por isso, é um clube que faz ótimos negócios", frisou Eduardo Lustosa, lembrando as transferências do meia Robinho e do volante Richard para o Fluminense, e do atacante Iago para o Coritiba.
"Essa é a maneira de trabalhar do Atibaia", finalizou.
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