Seleção brasileira encara Austrália em primeiro desafio pós-Copa
Com mudanças no elenco, equipe comandada por Carlo Ancelotti entra em campo nesta sexta-feira (25)
Seleção brasileira|Thainá Barbosa*, do R7
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A seleção brasileira encara o primeiro compromisso após a Copa do Mundo nesta sexta-feira (25), às 7h (horário de Brasília), diante da Austrália, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. O duelo será o primeiro de uma sequência de três amistosos nesta Data Fifa. O Brasil volta a enfrentar os australianos no dia 29 e, depois, encara a Índia, em 3 de outubro.
Para o início do novo ciclo, Carlo Ancelotti promoveu uma reformulação significativa no elenco, já de olho na Copa América de 2028 e na Copa do Mundo de 2030. Dos 26 convocados, 11 atuam no Campeonato Brasileiro e nove foram chamados pela primeira vez. Apenas nove jogadores permaneceram em relação à última convocação para a Copa do Mundo.
Dentro desse processo de renovação, o técnico do Brasil concedeu entrevista coletiva antes do amistoso na quinta-feira (24) e confirmou a escalação para o duelo. Ancelotti informou que Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos; Danilo e Bruno Guimarães; Estêvão, Raphinha, Endrick e Vinícius serão os titulares, mas brincou que a confirmação antecipada não deve virar costume.
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Um reencontro depois de nove anos
O amistoso também marca o reencontro entre Brasil e Austrália após nove anos sem duelo. As seleções se enfrentaram pela última vez em 13 de junho de 2017, quando Diego Souza marcou um gol histórico.
Aos dez segundos de partida, o atacante balançou as redes e estabeleceu o gol mais rápido da história da seleção brasileira. O duelo foi disputado no Melbourne Cricket Ground, em Melbourne, e terminou com vitória do Brasil por 4 a 0.
Na segunda etapa, Thiago Silva ampliou o placar, Taison marcou o terceiro e Diego Souza voltou a marcar nos acréscimos para fechar a goleada.
O feito de Diego Souza ganha ainda mais destaque pela história centenária da seleção brasileira. Desde a primeira partida, em 1914, o Brasil já disputou 1.180 jogos e marcou 2.691 gols.
Idade média do elenco despencou
O novo ciclo da seleção com Carlo Ancelotti também chama atenção pela queda na idade média do elenco. A primeira equipe sob o comando do técnico teve média de 24,9 anos, reforçando a renovação.
Na Copa do Mundo, a relação anterior tinha média de 28,6 anos. A mudança ocorre com a chegada de novos nomes e a ausência de jogadores experientes, como Casemiro e Neymar, ambos de 34 anos.
Às vésperas dos amistosos contra a Austrália, Ancelotti comentou, em entrevista coletiva, a presença de novos nomes na equipe.
“Essa é uma lista equilibrada, com jogadores que estiveram na Copa do Mundo. Vai ser importante para a próxima geração. Temos jovens, que têm qualidade para representar no futuro da seleção, nos próximos anos, e também jogadores que estão atuando muito bem no Campeonato Brasileiro. Temos que priorizar jovens que terão idade para a próxima Copa do Mundo, ou a próxima Copa América”, disse.
Estêvão, de 19 anos; Arthur Dias, também de 19; Rayan, Endrick e Vitor Reis, todos com 20, são os mais jovens da convocação. Entre os mais experientes estão Douglas Santos e Marquinhos, de 32 anos, além de Raphinha e Pedro, de 29, e Bruno Guimarães, de 28.

Renovação começa debaixo das traves
A reformulação também atingiu o gol. Na Copa do Mundo, a seleção brasileira tinha uma média superior a 34 anos entre os três goleiros. Alisson, titular, tinha 33 anos, enquanto Ederson, reserva imediato, tinha 32, e Weverton, terceira opção, 38.
Agora, a média caiu para 23 anos com as convocações de Hugo Souza, do Corinthians, Pedro Morisco, do Coritiba, e Otávio, do Cruzeiro. Entre os três, apenas Hugo Souza já possui experiência com a seleção brasileira e larga na frente na disputa pela titularidade.
A nova lista também terá nove estreantes na equipe principal. São eles os goleiros Otávio e Pedro Morisco, os zagueiros Jair e Arthur Dias, os laterais Mauro Júnior e Matheuzinho, além dos meio-campistas Gabriel Bontempo, Breno Bidon e Matheus Martinelli.

Ataque ganha novas peças e Raphinha chega em alta
O setor ofensivo também passou por mudanças na primeira convocação após a Copa do Mundo. Neymar, Luiz Henrique, Gabriel Martinelli, Matheus Cunha e Igor Thiago ficaram fora da lista de Ancelotti.
Raphinha, Vinicius Júnior, Endrick e Rayan foram mantidos. Estêvão, Pedro e Samuel Lino são as novidades no setor. João Pedro também havia sido convocado, mas acabou cortado por lesão e deu lugar a Martinelli, meio-campista do Fluminense.
Em grande fase, Raphinha aparece como uma das principais esperanças ofensivas do Brasil. O atacante perdeu parte da Copa do Mundo de 2026 por lesão e agora ganhou ainda mais protagonismo no Barcelona.
O brasileiro aparece na vice-liderança da disputa pela Chuteira de Ouro após um início de temporada de destaque pelo clube catalão, no qual também assumiu a condição de capitão e goleador. Em oito partidas, Raphinha soma 14 gols e três assistências.
*Sob supervisão de Camila Juliotti
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