Futebol Santos é o legítimo vice-líder. Fla, o líder, agradece penhoradamente

Santos é o legítimo vice-líder. Fla, o líder, agradece penhoradamente

Dono da casa fez o que quis: sufocou no início, conquistou placar aos 17 da 1ª etapa e depois cadenciou o ritmo diante de um Palmeiras apático e submisso  

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Marinho fez segundo gol e foi destaque da partida na direita do ataque santista

Marinho fez segundo gol e foi destaque da partida na direita do ataque santista

Marco Silva/Estadão Conteúdo - 9.10.2019

Santos dois, Palmeiras zero, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Primeira derrota do técnico Mano Menezes no comando do Verdão, após quatro vitórias seguidas e dois empates.

O líder Flamengo agradece penhoradamente. Chegará a 55 pontos e abrirá oito de vantagem sobre o segundo e o terceiro colocados no campeonato (exatamente Santos e Palmeiras, mas agora nessa ordem) caso vença o Atlético-MG no Maracanã na noite desta quinta-feira (10).

É muito difícil resistir ao Santos na Vila Belmiro quando a defesa do time acerta o compasso no jogo. Sim, porque com a posse da bola, do meio para frene, a equipe da Baixada é quase sempre leve, ágil, intensa, rápida e bem treinada. E muitas vezes letal.

Teve uma queda de rendimento nas últimas partidas após um bom início de campeonato, é verdade, mas agora insinua uma recuperação. Um prêmio, sobretudo, para o técnico Jorge Sampaoli, que, com um belo trabalho, tira do elenco santista bem mais do que todos achavam possível e que em momento algum da temporada optou por uma postura covarde em campo, mesmo quando o adversário atuava melhor.

Neste jogo com o Palmeiras, o domínio santista foi completo. Sem medo, como de hábito, o time da casa pressionou o adversário desde o primeiro minuto. Fez o primeiro aos 12 e o segundo aos 17 minutos da etapa inicial. A partir daí, em nenhum momento deixou supor que poderia perder o controle da partida, apesar de o Alviverde ter perdido algumas oportunidades.

O atacante santista Marinho foi o destaque da partida: marcou o segundo gol e infernizou a defesa palmeirense na ponta direita, em jogadas pela linha de fundo e os chamados facões, em diagonal, em busca da área rival.

O Santos controlou a situação com autoridade. Fez o que quis o tempo todo: acelerou o ritmo da partida no início e impôs um jogo mais lento, cadenciado, após fazer o segundo gol e consolidar a vantagem.

O Palmeiras, ao contrário, aceitou de forma surpreendente as imposições e propostas de jogo do dono da casa. Com a expulsão de William, as coisas ficaram ainda mais fáceis para a equipe da Baixada, que só não ampliou o placar por respeito ao rival.

O Santos é o legítimo segundo colocado do Brasileirão. A exemplo do líder Flamengo, joga um futebol leve, solto e agradável. Merece a posição.

E o Palmeiras, após as boas apresentações no início do trabalho de Mano, fez três partidas medíocres nos empates contra Internacional e Atlético-MG e, agora, na derrota para a equipe santista com uma postura irreconhecível. Técnico e grupo precisam abrir o olho. Esse time não pode jogar um futebol tão pálido e distante do que se espera de um grupo tão caro e badalado.

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