Rueda mantém histórico ruim de técnicos estrangeiros no Brasil
Colombiano deixou o Flamengo após quatro meses e 31 jogos no comando
Futebol|Rodolfo Rodrigues, do R7

Contratado com grande expectativa, o técnico Reinaldo Rueda, campeão da Libertadores de 2016, chegou ao Flamengo no dia 14 de agosto de 2017. Pouco mais de quatro meses depois, porém, o colombiano pediu demissão do clube para acertar sua ida para a seleção chilena. A curta passagem do treinador manteve a sina dos últimos técnicos estrangeiros no futebol brasileiro no século XXI.
Em 2016, Edgardo Bauza, Diego Aguirre e Paulo Bento também duraram pouco cargo. O argentino Bauza treinou o São Paulo no início do ano e deixou o clube no início de agosto, após 47 jogos, para assumir o convite da seleção argentina. Já o uruguaio Diego Aguirre treinou o Atlético-MG apenas no primeiro semestre (31 jogos), antes de ser demitido após a eliminação na Libertadores. Também em Belo Horizonte, o português Paulo Bento comandou o Cruzeiro por apenas dois meses, de maio a julho (17 jogos).
Um ano antes, em 2015, o colombiano Juan Carlos Osorio dirigiu o São Paulo por 28 jogos antes de deixar o clube para treinar a seleção colombiana. O treinador, ao contrário dos outros estrangeiros, vinha agradando a diretoria e torcedores, apesar de não ter conquistado título pelo clube. Também em 2015, Diego Aguirre treinou o Internacional (e foi demitido) e o português Sergio Vieria comandou o Atlético-PR.
O clube paranaense, curiosamente, vem aquele que mais aposta na contratação de treinadores estrangeiros. Porém, ainda não deu certo com nenhum deles. Em 2006, o Furacão trouxe o alemão Lothar Matthäus, que ficou pouco mais de um mês no clube. Irritado com o atraso no pagamento, com a demissão de seu auxiliar e envolivido até em briga com jornalista, o alemão deixou o Brasil sem dar satisfação, após apenas oito jogos.
Em 2012, o Atlético-PR contratou o uruguaio Juan Ramon Carrasco, também sem sucesso. Pouco depois, em 2014, apostou no espanhol Miguel Ángel Portugal, outro que acabou demitido, assim como o sérvio Petkovic. Em 2015, foi a vez do português Sérgio Vieira se aventurar por lá, também sem conseguir uma sequência de jogos. Agora, no início de 2018, o rubro-negro tentou a contratação do holandês Seedorf, mas o negócio não evoluiu.
Outros casos de passagens ruins de técnicos gringos foram dos argentinos Daniel Passarella e Ricardo Gareca. O ex-zagueiro campeão mundial de 1978 chegou ao Corinthians em 2005 via MSI, mas acabou entrando em conflito com alguns jogadores após barrar o goleiro Fábio Costa e acabou demitido após a goleada sofrida para o São Paulo por 5 x 1. Passarella durou apenas 15 jogos e viu até alguns jogadores, como Roger, fazer corpo mole na eliminação para o Figueirense na Copa do Brasil. Já Ricardo Gareca, que vinha de um grande trabalho no Vélez Sarsfield-ARG, ficou menos de três meses no Palmeiras em 2014, com apenas quatro vitórias em 13 jogos. Pouco tempo depois, assumiu a seleção peruana, que acabou classificada para a Copa do Mundo da Rússia.
Aproveitamento dos técnicos estrangeiros no futebol brasileiros nos últimos anos:
2017 - Reinaldo Rueda, Flamengo ()
2017 - Petkovic, Vitória (3 jogos, 22,2%)
2016 - Edgardo Bauza, São Paulo (47 jogos, 43,2%)
2016 - Paulo Bento, Cruzeiro (17 jogos, 41,2%)
2016 - Sérgio Vieira, Atlético-PR (10 jogos, 30%)
2016 - Diego Aguirre, Atlético-MG (31 jogos, 59,1%)
2015 - Diego Aguirre, Internacional (48 jogos, 60,4%)
2015 - Juan Carlos Osório, São Paulo (28 jogos, 51%)
2014 - Ricardo Gareca, Palmeiras (13 jogos, 33%)
2014 - Miguel Ángel Portugal, Atlético-PR (13 jogos, 43%)
2012 - Juan Ramón Carrasco, Atlético-PR (36 jogos, 68%)
2010 - Jorge Fossati, Internacional (36 jogos, 62%)
Relembre a trajetória de alguns treinadores estrangeiros que passaram pelo futebol brasileiro nesse século XXI:
















