Reserva do Napoli, goleiro Rafael ainda sonha com Copa e não se arrepende de ter deixado o Santos
Jogador falou ao R7 sobre a nova vida na Itália e a relação com o técnico Rafa Benítez
Futebol|Luiz Felipe Castro, do R7

Um dos destaques do Santos nas últimas conquistas do clube, o goleiro Rafael Cabral foi negociado em julho com o Napoli, da Itália, por cerca de R$ 16 milhões, um recorde para a posição. Apesar disso, o camisa 1 vive um momento de adaptação ao futebol italiano e atualmente é reserva do espanhol Pepe Reina no clube napolitano.
O banco de reservas e a ausência nas listas do técnico Luiz Felipe Scolari, no entanto, não têm tirado o sono do goleiro. Em entrevista exclusiva ao R7, Rafael Cabral falou sobre seu atual momento, rasgou elogios a Reina e ao treinador Rafa Benítez e disse ainda ter esperanças de disputar a Copa do Mundo no ano que vem.
O goleiro ainda negou a hipótese de retornar ao futebol brasileiro, mas lembrou com saudades dos tempos de Vila Belmiro. Acompanhe a entrevista abaixo:
R7: O Napoli está em segundo no Italiano e em um grupo difícil na Liga dos Campeões. Até onde você acha que a equipe pode chegar nesta temporada?
Rafael Cabral: Começamos o ano muito bem e temos conversado muito entre nós jogadores que, com muito trabalho, humildade e com a importância de todos do grupo podemos chegar muito longe. Temos uma equipe muito forte, mas ainda é muito cedo para falar de qualquer coisa.
R7: Há vários sul-americanos na equipe. Quem são seus melhores amigos no elenco? Já está totalmente adaptado ao país?
Rafael: O grupo aqui é muito bom, fui muito bem recebido, e tenho um relacionamento muito legal com todos os atletas, mas acabo ficando mais com o Bruno Uvini, com o Pepe Reina e o Roberto Colombo, que são os outros dois goleiros.
R7: A torcida napolitana é conhecida como uma das mais calorosas da Itália. Os fãs te reconhecem nas ruas, como é essa relação em comparação ao Brasil?
Rafael: Minha recepção aqui foi espetacular, desde a pré-temporada. Quando cheguei em Napoli foi melhor ainda, a torcida é muito apaixonada, todo jogo tem no mínimo 45 mil pessoas, é uma torcida que faz a diferença, principalmente nos jogos em casa. É muito parecida com a torcida no Brasil, apaixonada, em especial a torcida do Santos que também fazia a diferença.
R7: Você entrou para a história como o goleiro brasileiro mais caro negociado com um clube europeu e ainda ganhou a camisa 1 em sua chegada. A contratação do espanhol Pepe Reina semanas depois te pegou de surpresa?
Rafael: Realmente acabou sendo a maior venda de um goleiro brasileiro para a Europa, mas a verdade é que isso não importa muito para mim, o que importa é que estou muito contente aqui. Antes de vir para o Napoli conversei muito com o Rafa Benitez, ele é um profissional muito sério, um excelente treinador. Na verdade, muito mais que um treinador, e ele sempre deixou claro que eu fui contratado para ser o goleiro do Napoli, e que esse primeiro ano seria muito importante para mim, para minha adaptação, com língua, com companheiros, com o futebol italiano. Ele explicou que nessa temporada eu vou jogar um pouco menos, e que o ano que vem é importante estar bem adaptado, para começar jogando. Então, não me surpreendeu a chegada do Pepe, que veio por empréstimo de um ano. Ele é um excelente goleiro e uma excelente pessoa. Ele e o Roberto Colombo [terceiro goleiro] estão sendo fundamentais para minha adaptação aqui, mas vou continuar trabalhando muito para cada vez mais conquistar meu espaço.
R7: Como é a sua relação com Reina e Benítez?
Rafael: Muito boa. O Rafa Benítez é um treinador vencedor, que trata a todos os atletas da mesma forma, com respeito, um grande profissional. E com o Pepe também é ótima, uma pessoa do bem, engraçada, nosso ambiente de trabalho é maravilhoso, graças a Deus. Não só com ele, mas com todos, e isso é fundamental para um equipe ser vencedora, como aconteceu no Santos.
R7: Acha que o fato de estar na reserva praticamente acaba com suas chances de disputar a Copa do Mundo?
Rafael: Falta um pouco menos de um ano para a Copa do Mundo, que é um sonho para todo atleta, e sonho, sim, em estar na seleção. A temporada começou agora, eu tenho certeza e muita fé que vou jogar muitas partidas aqui nesse primeiro ano e quem sabe ser lembrado. Sou novo, tenho 23 anos, e muitas copas pela frente.
R7: Se arrepende de ter deixado o Santos? Sente saudades?
Rafael: De maneira nenhuma, não me arrependo, estou muito feliz. Mas com certeza sinto muitas saudades de tudo, do clube, amigos, funcionários, pessoas que tenho como irmãos, cidade, torcedores. Passei anos maravilhosos da minha vida no Santos, e nunca me esquecerei de nada que vivi lá, e continuo torcendo muito.
R7: Pensa em retornar ao Brasil, talvez por empréstimo, caso não tenha chances de jogar nesta temporada?
Rafael: Cheguei há três meses no Napoli, joguei seis jogos. É tudo muito recente, como disse estou muito feliz, e não passa pela minha cabeça voltar agora, espero poder fazer uma linda carreira também aqui na Europa, e, mais para frente, voltar para o Brasil.
Após defender pênalti histórico, goleiro espanhol revela que usa camisa de Balotelli como pijama















