Futebol Renato Gaúcho após desabafo de Lisca: 'Futebol é o local mais seguro'

Renato Gaúcho após desabafo de Lisca: 'Futebol é o local mais seguro'

Técnico do América-MG, Lisca pediu que campeonatos fossem paralisados pela covid. Portaluppi, do Grêmio, discordou do colega

Agência Estado - Esportes
Mesmo com 1.910 mortes pela covid na quarta-feira, Renato Gaucho diz que futebol é "seguro"

Mesmo com 1.910 mortes pela covid na quarta-feira, Renato Gaucho diz que futebol é "seguro"

LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

A pandemia do novo coronavírus no Brasil virou assunto no mundo do futebol na rodada de quarta-feira (3) dos Estaduais. Após a goleada do Grêmio sobre o Brasil-RS, pelo Campeonato Gaúcho, o técnico Renato Gaúcho repercutiu o desabafo de Lisca, do América-MG, que criticou o início da Copa do Brasil já na semana que vem mesmo com o país envolto na luta contra a covid-19 e hospitais superlotados.

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O treinador gremista foi convidado a comentar as observações do amigo, que chamou atenção da CBF sobre os deslocamentos entre os clubes que disputam o mata-mata nacional — para ele, a circulação de tantas pessoas entre Estados pode prejudicar a já delicada situação do Brasil. Renato Gaúcho defendeu a continuação dos jogos e deixou claro que, na sua opinião, o futebol é positivo na ajuda contra as aglomerações e no monitoramento de casos.

"Eu adoro o Lisca, cada um tem sua opinião, mas eu queria deixar claro que o futebol é o local mais seguro. Estamos fazendo um favor para o povo, porque, quando jogamos, é um motivo para o torcedor ficar em casa. Mas não pode parar tudo no Brasil, daqui a pouco a pessoa não sai de casa, mas está morrendo de fome. É difícil essa situação, alguns não vão concordar, mas é a minha opinião", disse Renato Gaúcho.

O desabafo do técnico do clube mineiro aconteceu após o América-MG divulgar três novos casos de covid-19 no elenco principal. Em São Paulo, o Corinthians afastou oito jogadores infectados pelo vírus. Para sustentar a sua posição, Renato Gaúcho citou a quantidade de testes e cuidados que os clubes têm no dia a dia.

"É uma situação delicada porque essa variante está em todo lugar. Por um lado, as pessoas que estão com seu comércio fechado criticam o futebol. Uma que o futebol prende as pessoas em casa. Outro fato é que quem trabalha no futebol são pessoas capacitadas. Somos testados a cada três dias. Então, no momento que alguém tem algum sintoma, é imediatamente mandado pra casa", reforçou o técnico.

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