Relembre as lesões que atrapalharam Neymar no ciclo para a Copa
Sequência de tratamentos e afastamentos deixa torcedores apreensivos quanto à capacidade física do craque para o Mundial
Futebol|Do R7
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A trajetória de Neymar rumo à Copa do Mundo de 2026 foi marcada mais pelo departamento médico do que pelos gramados. Desde o início de 2023, o camisa 10 acumulou uma série de problemas físicos que comprometeram sua sequência em clubes e na seleção brasileira, alimentando o debate sobre sua real condição para disputar o torneio.
Os números ajudam a dimensionar o impacto. O atacante passou pouco mais de 800 dias afastado por lesão desde janeiro de 2023. Nesse período, foram 11 lesões, duas cirurgias e inúmeras interrupções em passagens por Paris Saint-Germain, Al-Hilal e Santos.
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A situação ajuda a explicar por que a presença de Neymar na lista final da seleção se tornou um dos temas mais discutidos às vésperas da Copa. De um lado, pesa o histórico do maior artilheiro da equipe nacional. Do outro, a preocupação com a capacidade física do jogador de suportar a exigência de um torneio de curta duração e alto nível competitivo.
O início da sequência de problemas
O primeiro grande revés do ciclo aconteceu em fevereiro de 2023, quando Neymar, ainda no Paris Saint-Germain, precisou ser submetido a uma cirurgia no tornozelo. O procedimento o afastou dos gramados por 131 dias e custou 18 partidas pelo clube francês.
Pouco depois, em agosto de 2023, um problema muscular voltou a interromper sua rotina. Foram mais 31 dias fora e cinco jogos perdidos na transição entre o PSG e o Al-Hilal, clube saudita que o contratou para a temporada seguinte.
Embora já convivesse com limitações físicas, o cenário ainda parecia controlável. A situação mudaria radicalmente poucos meses depois, em uma partida da seleção brasileira pelas Eliminatórias.
A grave lesão no joelho
Em outubro de 2023, no confronto contra o Uruguai, Neymar sofreu a lesão mais séria de todo o ciclo. O atacante rompeu o ligamento cruzado anterior e lesionou o menisco do joelho esquerdo.
O jogador deixou o gramado chorando e iniciou o processo de recuperação mais longo de sua carreira recente. Ao todo, foram 340 dias afastado, com 48 partidas perdidas.
A contusão teve impacto profundo. Além de tirá-lo da seleção por mais de dois anos, praticamente inviabilizou sua passagem pelo Al-Hilal, onde disputou poucos jogos e passou a maior parte do contrato em tratamento.
Retorno sem continuidade
Quando voltou aos gramados, Neymar ainda não conseguiu retomar uma sequência estável. Entre o fim de 2024 e o decorrer de 2025, dores musculares na coxa passaram a se repetir com frequência.
Em novembro de 2024, o atacante ficou 42 dias afastado. Em março de 2025, já de volta ao Santos, uma nova lesão o tirou de ação por 40 dias.
No mês seguinte, outro problema muscular causou mais 35 dias de ausência. Em setembro de 2025, a história se repetiu, com 43 dias fora.
Somadas, apenas as lesões na coxa representaram 161 dias de afastamento, o que evidenciou a dificuldade de recuperar plenamente a capacidade física após a grave lesão no joelho.
Outras interrupções
Além das contusões musculares, Neymar também enfrentou períodos de recuperação física supervisionada, uma lesão meniscal de curta duração e uma nova operação no joelho, que resultou em mais 62 dias de ausência.
O conjunto desses episódios tornou o ciclo extremamente irregular. Em vez de consolidar ritmo de jogo e condicionamento, o atacante alternou breves retornos com novas paradas para tratamento.
Esse cenário comprometeu tanto sua evolução técnica quanto a confiança em relação à sua disponibilidade para partidas decisivas.
Impacto nos clubes
No Paris Saint-Germain, as lesões interromperam os últimos meses de sua passagem pelo futebol francês. O problema no tornozelo antecipou sua despedida e reduziu sua participação na reta final da temporada.
No Al-Hilal, a expectativa de protagonismo foi frustrada pela ruptura no joelho. O clube saudita praticamente não conseguiu contar com o brasileiro em campo.
Já no retorno ao Santos, a esperança de reencontro com o futebol em alto nível conviveu com novos problemas físicos. O atacante teve momentos de destaque, mas novamente precisou lidar com interrupções e restrições médicas.
O alerta às vésperas da Copa
O episódio mais recente reforçou as dúvidas sobre sua condição. Neymar apresentou edema na panturrilha direita e foi vetado das partidas do Santos contra San Lorenzo, Grêmio e Deportivo Cuenca.
Segundo o departamento médico santista, o jogador foi poupado porque o risco de agravamento era considerável. O temor é de um rompimento ou estiramento muscular, o que poderia exigir meses de recuperação.
A preocupação se estende à seleção brasileira. Até mesmo o amistoso contra o Panamá, marcado para 31 de maio no Maracanã, passou a ser tratado como incerto.
O médico da seleção, Rodrigo Lasmar, acompanha de perto a situação e deu aval para que o jogador seja preservado.
A visão médica
Ao blog do jornalista Cosme Rímoli, no R7, um médico de clube da Série A explicou que o edema na panturrilha indica rompimento de fibras musculares e exige cautela.
A panturrilha é uma região especialmente exigida em arranques, mudanças de direção e dribles, características centrais do estilo de jogo de Neymar.
O risco se torna ainda maior em atletas acima dos 30 anos, faixa etária em que a recuperação costuma ser mais lenta e a chance de recorrência aumenta.
O esforço para voltar
Apesar do histórico preocupante, Neymar intensificou os treinos e trabalhou para demonstrar a Carlo Ancelotti que tinha condições de defender o Brasil.
O esforço foi recompensado com a inclusão do atacante na pré-lista da seleção para a Copa do Mundo. A convocação reacendeu a expectativa de que ele dispute mais um Mundial.
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