Reconhecimento facial nos estádios ainda confunde torcedores; tire as principais dúvidas
Todos os 20 clubes da Série A do Brasileirão já contam com a tecnologia
Futebol|Do R7, com RECORD NEWS
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Em junho do ano passado, a Lei Geral do Esporte determinou que todos os estádios do Brasil, com ao menos 20 mil lugares de capacidade, são obrigados a ter reconhecimento facial para entrada de público.
Mesmo com o prazo até junho de 2027 para regularização, todos os 20 clubes da Série A do Brasileirão já contam com a tecnologia que promete acabar com o cambismo e reforçar segurança nos estádios com um sistema interligado à Polícia Militar.

“A tecnologia de biometria facial, basicamente, transforma a imagem do rosto como se fosse num QR code, ou seja, num código cheio de pontinhos”, explica Fernando Melchert, CTO da Bypass.
Melchert ressalta que algumas pessoas podem encontrar dificuldades no reconhecimento dos rostos: “Se a pessoa vem com uma maquiagem muito forte ou algum adereço, a ponto de o sistema não conseguir observar a posição dos olhos, ela vai ter dificuldade para entrar”.
O cadastro da biometria facial é realizado pela plataforma de vendas de ingressos do clube com qualquer dispositivo que tenha uma câmera, e a entrada nos estádios é bem simples. Basta ir até o setor do seu ingresso, posicionar o rosto em frente ao visor e, pronto, acesso liberado. Não é necessário nenhum tipo de documento ou comprovante da compra.
“Facilita bastante o acesso. Lembro de quando tinha que comprar ingresso, pegar fila, trocar. Agora é bem mais simples”, afirma o torcedor Maurício Bonin.
Críticas e questionamentos
No entanto, a tecnologia também recebe críticas, principalmente quanto aos ingressos que não podem ser mais transferidos para um familiar ou um amigo.
“Os clubes têm como política que o ingresso é intransferível. Então não existe essa modalidade de transferir. O que a pessoa pode fazer, ela pode cancelar e pedir um reembolso”, conclui Melchert.
Outro questionamento diz respeito à segurança dos dados registrados na empresa responsável pelo cadastro. Melchert lembra que, quando o torcedor faz a foto que será utilizada, ele assina um termo de aceite de que a biometria “vai ser utilizada exclusivamente para fins de acesso”.
Mas, atenção, torcedor: o seu rosto só é liberado nas catracas dos portões que dão acesso ao setor dos seus ingressos comprados. Se for para a entrada errada, o acesso não será liberado.
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