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Quem paga a conta quando um jogador se lesiona na seleção? Entenda

Clube ao qual o atleta pertence pode receber compensação financeira para reduzir o impacto causado pelo desfalque

Futebol|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Quando um jogador se lesiona durante uma convocação para a seleção, o clube pode receber compensação financeira da Fifa.
  • O programa "Proteção aos Clubes" da Fifa paga indenizações aos clubes se o tempo de recuperação do atleta ultrapassar 28 dias.
  • Casos como os de Arrascaeta, Piquerez e Pedro mostram a aplicação desse mecanismo, que cobre salários durante a recuperação.
  • A legislação brasileira também prevê indenização para clubes quando jogadores se lesionam em serviço da seleção.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Programa da Fifa cobre perdas do clube durante o período em que o atleta está afastado Reprodução/Instagram @aufoficial

Quando um jogador se machuca durante uma convocação para uma seleção, o clube ao qual ele pertence pode receber uma compensação financeira da Fifa. O mecanismo foi criado para reduzir o impacto causado pela ausência de atletas que retornam lesionados de compromissos internacionais.

Nesta “Super Data Fifa”, Arrascaeta se machucou após cair de mal jeito no gramado durante o amistoso entre Uruguai e Coreia do Sul. Exames médicos apontaram fratura no punho esquerdo com indicação cirúrgica. Com isso, o atleta voltou ao Brasil, a pedido de seu clube, o Flamengo.

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A lesão pode fazer com que a Fifa pague uma indenização de R$ 121,5 mil por dia ao Rubro-Negro, como parte de uma recompensa financeira ao clube prevista pelo programa de “Proteção aos Clubes” (Fifa Club Protection, no original em inglês), criado pela entidade. O valor começaria a ser pago caso o tempo de recuperação do meia uruguaio ultrapasse o período de 28 dias (quatro semanas).

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Outro caso que ocorreu este ano foi o de Piquerez, do Palmeiras. O lateral-esquerdo uruguaio sofreu uma lesão ligamentar no tornozelo direito durante o amistoso entre Uruguai e Inglaterra, em março, e precisou passar por cirurgia. Depois de retornar ao Brasil, o jogador ficou sob os cuidados do departamento médico do clube alviverde. A Fifa confirmou que arcaria com os salários do atleta durante o período de recuperação.

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O caso é semelhante ao de outros jogadores que se lesionaram enquanto estavam a serviço de suas seleções, incluindo o brasileiro Pedro, do Flamengo, em 2024. A diferença é que, no caso do atacante, a lesão ocorreu durante um treino da seleção brasileira.

Como funciona a compensação da Fifa

O mecanismo utilizado nesses casos é o Fifa Club Protection Programme, criado para compensar clubes quando seus jogadores sofrem lesões acidentais enquanto estão a serviço de seleções principais em partidas previstas no calendário internacional.

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De acordo com a Fifa, o programa cobre perdas do clube durante o período em que o atleta fica temporariamente incapacitado. Em 2025, foram registradas 113 ocorrências, com despesas de US$ 34,1 milhões no programa.

A compensação não é paga diretamente ao jogador. O dinheiro é destinado ao clube, que continua mantendo o vínculo contratual com o atleta durante o período de afastamento.

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Existe ainda um período mínimo para que o mecanismo seja acionado. Segundo as regras aplicadas ao programa, o jogador precisa permanecer afastado por mais de 28 dias. A partir do 29º dia de incapacidade, começa o pagamento previsto pela Fifa. O limite informado para a compensação é de até 20.548 euros por dia (R$ 120,6 mil), respeitando o teto de 7,5 milhões de euros (R$ 44,03 milhões) por jogador e por ocorrência.

No caso de Piquerez, o Palmeiras acionou o mecanismo depois que o lateral retornou ao Brasil.

E quando a lesão acontece na seleção brasileira?

A mesma lógica se aplica aos jogadores convocados pelo Brasil. Quando um atleta se machuca enquanto está à disposição da seleção, o clube pode recorrer ao programa da Fifa, desde que o caso se enquadre nas regras da entidade.

No caso de Pedro, do Flamengo, o atacante sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo durante um treino da seleção brasileira, em setembro de 2024. A lesão encerrou sua participação naquela convocação e provocou um longo período de recuperação.

Como o problema ocorreu enquanto o jogador estava a serviço do Brasil, o Flamengo pôde solicitar a compensação prevista pela Fifa.

Em janeiro de 2026, o clube informou ter recebido 679 mil euros, cerca de R$ 4,2 milhões em valores atuais, referentes à compensação pela lesão de Pedro durante o período com a seleção. O valor foi registrado pelo próprio Flamengo entre os resultados de seu departamento jurídico.

Barcelona pode receber compensação por lesão de Raphinha?

Mais recentemente, o jogador Raphinha foi substituído durante a vitória brasileira no amistoso contra a Austrália, na terça-feira (29), após sofrer uma lesão na coxa direita.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) informou que a liberação do camisa 10, que antecede a partida do time contra a Índia, no sábado (3), ocorre por “precaução e visando sua pronta recuperação”.

Exames apontaram um pequeno edema muscular na região posterior da coxa direita, segundo a CBF. No caso do jogador brasileiro, o tempo de recuperação deve ser de alguns dias a três semanas.

Com isso, é improvável que o Barcelona, o clube espanhol defendido por Raphinha, chegue a acionar o programa de compensação.

No entanto, o caso preocupa o clube. “Não estamos felizes com isso. Já aconteceu com outros, e esse é o risco dessas paradas tão longas”, disse Joan Laporta, presidente do Barcelona, à Rádio Catalunha, em uma crítica à Data Fifa.

O brasileiro tem sofrido múltiplos problemas musculares nos últimos meses. Ao mesmo tempo, na atual temporada, tem sido decisivo nas partidas disputadas pelo Barcelona, tendo marcado 14 gols e realizado três assistências em apenas oito jogos.

Qual é o papel da CBF?

A legislação brasileira também estabelece responsabilidades para a entidade que convoca um jogador para a seleção.

O artigo 92 da Lei Geral do Esporte determina que a organização esportiva convocadora deve indenizar a entidade que cede o atleta pelos encargos previstos no contrato de trabalho durante o período de convocação. A lei também estabelece que a convocação se estende até a reintegração do jogador ao clube, já em condições de exercer sua atividade profissional.

No caso da seleção brasileira, a entidade convocadora é a própria CBF. O jogador, por sua vez, continua vinculado ao clube durante a convocação.

Isso significa que uma lesão sofrida durante um período com a seleção não rompe o contrato do atleta com sua equipe. O clube continua tendo um jogador sob contrato, mas pode ficar sem utilizá-lo por semanas ou meses.

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