PSG-Chelsea, um choque com sotaque brasileiro na 'Champions'
Futebol|Do R7
O duelo entre Paris Saint-Germain e Chelsea, marcado para esta quarta-feira pelas quartas de final da Liga dos Campeões, envolve nada menos de dez jogadores nascidos no Brasil, seis no elenco dos parisienses e quatro no clube londrino.
Muito além da estatística, o desempenho dos brasileiros pode influenciar o confronto, tamanha importância têm alguns destes atletas em suas respectivas equipes.
O PSG conta com Thiago Silva, Maxwell, Alex, Marquinhos, Lucas e Thiago Motta (naturalizado italiano). Já o Chelsea tem quatro jogadores que estão praticamente garantidos na lista do técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo, David Luiz, Oscar, Ramires e Willian.
No time parisiense, os dois Thiagos são peças fundamentais da equipe comandada por Laurent Blanc.
Thiago Silva, capitão do PSG e da seleção brasileira, é considerado de forma quase unânime o melhor zagueiro do mundo. Aos 29 anos, o atleta revelado no Fluminense está jogando o melhor futebol da sua carreira, com muita segurança na marcação e uma visão de jogo fora do comum na hora da saída de bola.
Nesta quarta-feira, no Parque dos Príncipes, o 'Monstro' jogará com uma máscara por ter sofrido uma fratura no osso zigomático na semana retrasada contra o Lorient (vitória por 1 a 0 dos parisienses).
Mesmo assim, ele deve fazer jus ao seu status de segundo brasileiro mais bem pago do futebol mundial, com 17 milhões de euros anuais, ficando somente atrás de Neymar (29 Mi).
Thiago Motta, que optou por defender a seleção italiana, é outro jogador importantíssimo do clube francês. Seu jogo não é espetacular, mas se mostra incansável na recuperação da bola e é o pilar do meio de campo parisiense.
O experiente Maxwell, de 32 anos, está fazendo um ótimo trabalho na lateral esquerda e tem boas chances de ser o reserva de Marcelo na seleção.
Na zaga, Thiago Silva costuma jogar ao lado de Alex, ótimo nas bolas aéreas, mais o jovem Marquinhos, de apenas 19 anos, é um reserva de luxo que já mostrou sua utilidade na 'Champions', marcando três gols na competição.
No ataque, Lucas, que viveu um início de temporada complicado, começando a maior parte dos jogos no banco de reservas, deu a volta por cima nas últimas semanas, tirando proveito, inclusive, da lesão de Edinson Cavani.
O uruguaio está de volta e o meia brasileiro perdeu a condição de titular, preterido por Cavani e o argentino Lavezzi, mas costuma entrar muito bem, levando as defesas adversárias à loucura com seus dribles.
Do lado do Chelsea, nenhum brasileiro é titular absoluto, mas todos têm sua importância no elenco do técnico português José Mourinho.
Titular da zaga da seleção brasileira, David Luiz costuma ser barrado por Gary Cahill na sua posição habitual, mas vem sendo escalado como volante.
Já Oscar é um dos jogadores preferidos de Mourinho, articulando a maioria das jogadas ofensivas da equipe ao lado do belga Eden Hazard.
Willian, contratado no início da temporada junto ao Anzhi Makhachkala, da Rússia, vem se firmando cada vez mais na equipe graças à sua velocidade e qualidade técnica.
Ramires, por sua vez, é um dos ídolos da torcida de Stanford Bridge e aparece sempre com muito perigo como elemento surpresa.
Todos os fãs dos 'Blues' lembram do gol decisivo que ele marcou no Camp Nou em 2012 nas semifinais da 'Champions' contra o Barcelona, abrindo o caminho para o título europeu da sua equipe.
De forma mais geral, os dez brasileiros envolvidos no choque entre PSG e Chelsea refletem o momento atual do futebol do país, que deixa de lado o perfil do artista da bola para dar lugar a atletas cheios de pragmatismo, dentro e fora de campo.
Muitos já jogaram em vários clubes antes de serem contratados por grandes nomes do futebol europeu e são calejados para os duelos intensos da Liga dos Campeões.
Três deles tiveram suas primeira experiências no solo europeu em Portugal (David Luiz e Ramires no Benfica, e Thiago Silva no Porto) e quatro evoluíram taticamente com suas passagens pela Itália (Thiago Silva no Milan, Thiago Motta e Maxwell na Inter, e Marquinhos na Roma).
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