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BRASILEIRO 2022

Primo de Seedorf tenta emplacar em clube pequeno do Nordeste

Stefano Seedorf, de 31 anos, joga no Rio Grande do Norte e não tem carreira tão brilhante

Futebol|Do R7

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Stefano, hoje com 31 anos, foi contratado pelo Ajax em 2001, quase dez anos depois de seu primo fazer fama. Sem muito espaço, ele foi emprestado para outros clubes holandeses e passou por times de pouca expressão do futebol europeu
Stefano, hoje com 31 anos, foi contratado pelo Ajax em 2001, quase dez anos depois de seu primo fazer fama. Sem muito espaço, ele foi emprestado para outros clubes holandeses e passou por times de pouca expressão do futebol europeu

Ele também se chama Seedorf, mas passa longe dos holofotes. Joga no Alecrim, um pequeno clube do Rio Grande do Norte que tem um empresário inglês como presidente. Trata-se de Stefano Seedorf, primo do famoso meia do Botafogo, que tem uma carreira não tão brilhante quanto a do parente Clarence.

Contratado pelo clube potiguar em fevereiro, Stefano só conseguiu fazer seu primeiro jogo no último domingo (15), válido pela Taça Nordeste — entrou aos 32 minutos do segundo tempo. Ainda sem ritmo de jogo após o tempo parado, a maior contratação do Alecrim para a temporada espera crescer pouco a pouco. Ele revela que adoraria jogar ao lado do primo. Mas reconhece que tal feito será improvável de acontecer no momento. "Ele joga numa equipe muito grande, seria bem difícil", admitiu.


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A história de Stefano chega a se confundir com a do parente famoso. Nascidos no Suriname e naturalizados holandeses, os dois começaram suas carreiras no Ajax. O primo mais velho, Clarence, de 37 anos, chegou ao clube em 1992 e fez história nas categorias de base. Seus próximos destinos seriam Sampdoria, Real Madrid, Inter de Milão, Milan e Botafogo.


Já Stefano, hoje com 31 anos, foi contratado pelo Ajax em 2001, quase dez anos depois de seu primo fazer fama. Sem muito espaço, ele foi emprestado para outros clubes holandeses e passou por times de pouca expressão do futebol europeu. E veio parar no Brasil com a ajuda de Clarence.

Amigo do empresário inglês que é dono do Alecrim — Anthony Armstrong —, Clarence indicou o primo para integrar os planos do clube potiguar de galgar posições mais prestigiadas no cenário nacional. Chegando ao Rio Grande do Norte em fevereiro, Stefano teve problemas com a documentação trabalhista e ficou impedido de jogar o campeonato estadual. Quando toda a burocracia foi resolvida, um novo desafio se apresentou: lesão no tornozelo. A saga durou sete longos meses.


— Agora está tudo bem. Estou recuperado.

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Feliz por finalmente retornar aos gramados, Stefano almeja chegar a um clube grande no Brasil, mas deixa claro que seu foco no momento é sua atual equipe.

— Acabei de voltar a jogar, preciso fazer bons jogos pelo Alecrim antes de pensar em qualquer coisa. Vou esperar alguém fazer contato comigo.

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O otimismo é tanto que ele não pensa em voltar tão cedo para a Holanda.

— Não! Sinto-me bem no Brasil, amei o País, amei a cidade. Estou aqui agora. Vamos focar em uma coisa de cada vez.

A única barreira que Stefano Seedorf enfrenta hoje no Brasil é o português. "Agora entendo muito mais, mas era bastante difícil. Estou tendo aulas e só posso melhorar", disse o atacante, que é fluente em inglês e holandês.

Fora da Série D do Campeonato Brasileiro, o Alecrim disputa um torneio promovido pelo seu próprio presidente, a Copa Ecohouse Nordeste de Futebol, e acumula nove pontos na fase de grupos, ocupando a liderança isolada do Grupo A. Disputam a taça times como ABC, América-RN, Santa Cruz, Vitória, Náutico e até o Fluminense.

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