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Por racismo, Inter de Milão vai jogar duas partidas com portões fechados

Punição foi motivada pelos atos de racismo contra o zagueiro Koulibaly, do Napoli, em jogo no estádio Giuseppe Meazza, válido pelo Italiano

Futebol|Do R7

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Senegalês Koulibaly foi vítima de racismo na partida contra a Inter de Milão
Senegalês Koulibaly foi vítima de racismo na partida contra a Inter de Milão

O Tribunal Disciplinar do Campeonato Italiano determinou que a Inter de Milão jogue suas duas próximas partidas em casa com portões fechados. A punição foi motivada pelos atos de racismo contra o zagueiro Kalidou Koulibaly, do Napoli, na vitória por 1 a 0 da última quarta-feira, no estádio Giuseppe Meazza, pela 18ª rodada da competição.

Koulibaly também recebeu uma suspensão de dois jogos por ter sido expulso aos 36 minutos do segundo tempo, após aplaudir ironicamente o cartão amarelo recebido depois de cometer falta.


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O Napoli denunciou que o jogador senegalês foi alvo de "cânticos racistas" durante a partida, enquanto seu treinador, Carlo Ancelotti, disse que alguns torcedores fizeram sons imitando macacos durante toda a partida.


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Além dos próximos dois jogos em casa contra o Benevento, na Copa da Itália, e Sassuolo, pelo Italiano, serem disputados com portões fechados, o setor do San Siro ocupado pela torcida organizada da Inter também ficará fechado por um terceiro jogo, no campeonato nacional, contra o Bologna.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, pediu desculpas a Koulibaly sobre os insultos, descrevendo-os como "uma desgraça" em sua página do Facebook. "Foi um ato vergonhoso contra um atleta respeitado, que orgulhosamente carrega a cor da sua pele, e também, para um menor grau, contra as muitas pessoas que vão para o estádio para apoiar sua equipe e estar com seus amigos", disse o político.


"Estou decepcionado com a derrota e, sobretudo, por ter sido expulso", disse Koulibaly no Twitter. "Mas eu estou orgulhoso da cor da minha pele. Orgulhoso de ser francês, senegalês, napolitano: um homem", finalizou.

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