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Perto de realizar sonho no UFC, Mayra Bueno encara dura batalha para perder peso

Futebol|Do R7

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A poucos dias de entrar no octógono do maior evento de MMA do mundo, Mayra "Sheetara" Bueno não mede esforços para conciliar o dia a dia dos treinamentos com o duro processo de perda de peso. Vencedora do Contender Series Brasil, uma espécie de "peneira" feita pelo presidente do UFC, Dana White, para encontrar novos talentos, a mineira realizou o sonho de conseguir um contrato e participar do evento em São Paulo, marcado para sábado, no ginásio do Ibirapuera.

Mayra está nas últimas etapas antes de encarar a canadense Gillian Robertson. Para sua luta no Contender, quando finalizou Mayana Kellem, em Las Vegas, ela precisou perder 10 quilos. Agora, terá de reduzir mais 8kg. Metade disso já foi.

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"A parte do peso é complicada porque ela não mexe só com o seu corpo, ela mexe com o seu (lado) psicológico. Você fica bem irritada. É uma parte ruim, mas como eu já vinha de um treinamento, comecei a preparação para essa nova luta com 65 kg para bater 57 kg. Estou tranquila e feliz. Acredito que vai dar tudo certo", explica Mayra.

A reportagem do Estado acompanhou os treinamentos Mayra. Em pouco menos de duas horas de atividades, ela foi a única que pediu pausa após 45 minutos e afirmou que precisava parar porque estava com tontura. Encarando homens e mulheres no octógono, ela diz que comer seria o seu primeiro desejo caso não tivesse outra luta para encarar. "Se vocês quiserem deixar o próximo treino para fazer um churrasco eu topo", brincou ao finalizar mais uma sessão.

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Escolhida pelo UFC para uma luta na categoria mosca, Mayra está acostumada a competir entre os galos, por isso a exigência de perder tanto peso em pouco tempo. "Sempre lutei na categoria de cima e nunca tive problema nenhum para bater peso. Essa vai ser a minha primeira vez no mosca", conta.

Aos 27 anos e com quase metade da sua vida dedicada ao esporte, Mayra conquistou o objetivo de quase todo lutador profissional: entrar no UFC. Antes de firmar contrato de três lutas, enfrentou a falta de incentivo familiar e precisou ser persistente.

"Minha mãe não apoiava. A única luta que ela viu minha até hoje foi de jiu-jítsu. Ela nunca gostou de MMA. A situação só mudou após o Contender. "Agora ela entende que sou atleta, me apoia e me respeita."

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