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Palmeiras tenta controlar pressão pelo seu favoritismo no Paulistão

Futebol|Do R7

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A classificação para a final do Campeonato Paulista já representou para o Palmeiras duas conquistas em comparação ao ano passado. A primeira delas foi conseguir disputar uma decisão; a outra é de viés comportamental. O clube tem mostrado sucesso ao controlar o "complexo de favorito" que tanto atrapalhou em ocasiões anteriores.

Na avaliação realizada no fim do ano passado, a diretoria identificou alguns problemas responsáveis pelo elenco ter passado 2017 inteiro sem ganhar títulos. A análise apontou a expectativa por títulos e a própria cobrança para corresponder ao investimento de mais de R$ 100 milhões no elenco como as responsáveis pela decepção.

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Na virada do ano, o clube ajustou pouco o time com contratações e muito mudou no discurso. O Palmeiras buscou reforços pontuais, cerca da metade do número das contratações para o início de 2017, e trabalhou para se sentir menos favorito. "Só seríamos favoritos no Paulista se os jogos começassem com o placar de 3 a 0 para nós", disse o técnico Roger Machado.

A estratégia contra o favoritismo se baseou em transformar a cobrança em uma demanda natural do futebol. O treinador buscou fazer o elenco se sentir menos culpado ao explicar que, mesmo se o clube não tivesse investido em contratações e não desfrutasse de boas condições financeiras, haveria expectativa da mesma maneira.

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"Se o Palmeiras não tivesse investido como investiu, se não tivesse os jogadores de qualidade que tem, também seria cobrado para conquistar tudo. Nós estamos no Palmeiras. A torcida deseja vencer", disse Roger.

Os jogadores adotaram o discurso e, de forma conjunta, respondem quem vê o Palmeiras como grande favorito. Após superar o Santos na semifinal, o volante Felipe Melo rebateu o presidente do clube alvinegro, José Carlos Peres, que havia dito, de forma irônica, que investimento não ganhava partidas.

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"O PSG acabou saindo das oitavas da Liga dos Campeões depois de tudo que gastou. Não existe isso de só porque gastou vai ser campeão. Tem que ‘ralar’ o bumbum no chão", disse o jogador em entrevista à ESPN Brasil. "Eu vi muitas pessoas falando de ‘oba oba’ no Palmeiras. Aqui não teve. Enquanto pessoas falavam disso, nós acordamos cedo na segunda-feira e viemos concentrar", completou.

A postura mais humilde ajuda a combater o estigma criado no ano passado. A temporada começou com o Palmeiras como o atual campeão brasileiro, enriquecido pela venda de Gabriel Jesus ao Manchester City, reforçado pela contratação milionária de Borja e movido pela renovação de patrocínio com a Crefisa no valor de R$ 150 milhões por duas temporadas.

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O novo acordo havia prometido em fevereiro de 2017 pagar R$ 40 milhões como prêmio caso o time conquistasse todos os títulos possíveis. O sonho ambicioso se transformou, porém, em uma meta ousada demais. Mesmo vice-campeão brasileiro, o Palmeiras resume a última temporada como insucesso.

O ambiente no time está mais leve em 2018. O último ano ficou marcado por conflitos como o entre o atacante Róger Guedes e alguns colegas, além da desavença pública entre o técnico Cuca e Felipe Melo. Roger considera a gestão de pessoas como metade do trabalho de treinador e tenta fazer as cobranças não causarem atritos. "Nós temos a responsabilidade de brigar pelas competições. Vencê-las, só o tempo vai dizer", disse.

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