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BRASILEIRO 2022

Palmeiras contesta denúncia contra Maurício e questiona critérios do STJD

Jogador foi denunciado pela cotovelada no zagueiro Cacá, do Vitória, durante a vitória por 4 a 0 pelo Brasileirão

Futebol|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Palmeiras critica a denúncia do STJD contra Maurício por cotovelada em Cacá durante jogo contra o Vitória.
  • O clube questiona a interferência da Procuradoria na decisão do árbitro e do VAR, que aplicaram apenas cartão amarelo.
  • Palmeiras aponta falta de uniformidade nas decisões do STJD, citando casos semelhantes sem denúncia.
  • O julgamento de Maurício está marcado para a próxima terça-feira, junto com outros casos relacionados à partida.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Caso de Maurício será julgado na próxima terça-feira (4) Reprodução/Instagram/@mauriciomp7

O Palmeiras voltou a subir o tom contra o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) neste sábado (1º), um dia após a Procuradoria denunciar o meia Maurício pela cotovelada no zagueiro Cacá, do Vitória, durante a vitória por 4 a 0 pelo Campeonato Brasileiro. Em nota oficial, o clube classificou a denúncia como “incompreensível” e afirmou que a medida coloca em xeque a autoridade da arbitragem de campo e do VAR.

Na manifestação, o Verdão destacou que tanto o árbitro Alex Gomes Stefano quanto a equipe de vídeo analisaram o lance durante a partida e decidiram aplicar apenas o cartão amarelo ao jogador. Para o clube, a denúncia representa uma interferência na interpretação da arbitragem.


“Se toda interpretação técnica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?“, questionou o Palmeiras.

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O clube também argumentou que o lance envolvendo Maurício gerou divergências entre especialistas, ex-jogadores e jornalistas, o que, segundo a diretoria, reforça a falta de consenso sobre a necessidade de uma punição mais severa.


Outro ponto levantado pelo Palmeiras foi a suposta falta de uniformidade nas decisões da Procuradoria do STJD. A nota cita lances envolvendo Erick Pulgar, do Flamengo, e Raniele, do Corinthians, classificados pelo clube como semelhantes ao de Maurício, mas que não resultaram em denúncia.

“Chegamos, assim, à inevitável pergunta: por que somente Maurício será julgado? Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos”, afirmou o clube.


Na parte final do comunicado, o Palmeiras ampliou as críticas ao tribunal e relembrou episódios recentes, como a punição aplicada ao técnico Abel Ferreira e as suspensões dos jogadores Allan e Paulinho. Segundo o clube, esses casos reforçam a percepção de falta de “equilíbrio e isonomia” nas decisões envolvendo a equipe.

Maurício foi denunciado com base no artigo 254 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que trata de jogada violenta e prevê suspensão de um a seis jogos. O julgamento está marcado para a próxima terça-feira (4), quando também serão analisados os casos do zagueiro Cacá, do lateral Luan Cândido e do presidente do Vitória, Fábio Mota, todos denunciados pela Procuradoria do STJD em decorrência dos acontecimentos da partida disputada em Salvador.


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