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Pacaembu volta a ser a 'casa' dos grandes clubes paulistas

Estádio vai receber cinco jogos do São Paulo nos próximos dois meses

Futebol|Do R7

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Estádio do Pacaembu vai receber cinco jogos do São Paulo nos próximos dois meses
Estádio do Pacaembu vai receber cinco jogos do São Paulo nos próximos dois meses Eduardo Enomoto/R7

Líder na média de público e dono das quatro maiores bilheterias no Campeonato Brasileiro, o São Paulo tem o desafio de manter os bons números em sua "casa temporária": o Pacaembu. O gramado do estádio municipal paulistano vai receber cinco jogos do time tricolor nos próximos dois meses. O Palmeiras também terá de se readaptar ao local, pois fará lá os dois próximos compromissos por causa de shows musicais no Allianz Parque.

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A projeção é de baixa na bilheteria do time tricolor, que há seis jogos leva mais de 40 mil torcedores aos jogos no Morumbi. No Pacaembu, a capacidade é de 40.199 pessoas, de acordo com a Prefeitura de São Paulo.

Nos últimos jogos do time como mandante no estádio municipal, o comparecimento foi bem menor: levou pouco menos de 30 mil torcedores para o clássico contra o Santos pelo Brasileirão do ano passado, quando perdeu de 1 a 0 e, na última rodada do torneio, viu 16,5 mil pessoas acompanharem a goleada de 5 a 0 sobre o Santa Cruz.


Os jogos do São Paulo no estádio serão contra Atlético Paranaense (14 de outubro), Flamengo (22 de outubro), Santos (29 de outubro), Chapecoense (8 de novembro) e Botafogo (19 de novembro).

Dentro de campo, o time tentará fazer valer o seu bom retrospecto como "inquilino". O desempenho do São Paulo no estádio é, proporcionalmente, superior ao apresentado no Morumbi. Em 675 jogos como mandante no gramado municipal, o time tricolor venceu 434 e empatou 136, obtendo 71% de aproveitamento. Em seu próprio estádio, tem 68% de aproveitamento nos 1.540 jogos.


Alguns momentos históricos também animam o São Paulo. Foi no Pacaembu que o time fez a sua maior goleada sobre o Santos: 9 a 1, em junho de 1944, pelo Campeonato Paulista. Foi também no estádio municipal que o aplicou a maior goleada de sua história, quando atropelou o Jabaquara por 12 a 1, em 1945.

Casa compartilhada


Além do São Paulo, o estádio também receberá duas partidas do Palmeiras e do Santos. O Pacaembu é um estádio favorável ao clube alviverde para o desempenho, mas um obstáculo para faturar. Embora tenha conseguido três vitórias nos três jogos feitos no local no ano, o clube fatura com bilheteria em média cerca de três vezes menos do que se jogasse no Allianz Parque.

As entradas para o jogo contra o Bahia, que será na quinta-feira dia 12, às 21 horas, são um exemplo. A partir desta terça, o ingresso para o tobogã custará R$ 40 (R$ 60 a menos do que o ingresso mais barato no Allianz Parque).

A partida será realizada no Pacaembu em razão da realização de dois eventos musicais em outubro no Allianz Parque. O duelo contra a Ponte Preta, no dia 19, também vai ocorrer no estádio municipal.

Palmeiras e a construtora WTorre, a responsável pelo Allianz, tentam se entender nos bastidores sobre o ressarcimento de partidas em que o time não pode jogar na arena. Por contrato, o clube receberia uma multa equivalente a 50% da renda bruta do jogo feito em outro estádio. Porém, os repasses estão suspensos porque o tema está em discussão na corte arbitral. A empresa e o clube divergem sobre o custo de manutenção da arena.

Em busca de maiores rendas, o Santos vai mandar no Pacaembu a partida contra o Vitória, no próximo dia 16, às 20 horas. Contra o Atlético Paranaense, no último sábado, o público na Vila Belmiro foi de 4.257 torcedores, com prejuízo de quase R$ 30 mil na bilheteria. A média de público do Santos em sua casa em 2017 é de 8,5 mil pagantes — no Pacaembu é de 23 mil.

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