Opinião: os brasileiros vão dar vexame na Libertadores da América
Cruzeiro, Atlético Mineiro e Grêmio são os únicos remanescentes na competição
Futebol|Do R7*

Os jogos de ida das oitavas de final da Libertadores da América se foram para os brasileiros, e os resultados não são nada animadores. O Cruzeiro empatou em casa contra a aguerrida equipe do Cerro Porteño. Já o rival Atlético-MG sofreu e no último lance da partida perdeu para o Atlético Nacional após um golaço de Cárdenas, fora de casa. O Grêmio sucumbiu diante da força da torcida do San Lorenzo e de Angel Correa, jovem promessa argentina, inspirado.
Mas o que me entristece é ver o futebol apresentado pelos três remanescentes na competição, uma vez que Flamengo, Botafogo e Atlético Paranaense fizeram o favor de passar pelo vexame da eliminação na primeira fase.
O Cruzeiro, campeão nacional em 2013, tido como dono do melhor futebol do País, sofreu para passar da primeira fase e perdia para o Cerro Porteño, em pleno Mineirão com pouco mais de 38 mil pessoas, até os 48 minutos quando Samudio empatou em um gol chorado. Qual a confiança que o clube Celeste passa ao seu torcedor, a um apaixonado pelo futebol, com um futebol pífio e diferente do apresentado no ano passado?
O Atlético Mineiro, atual campeão da competição , capengou e jogou para o gasto em um grupo fácil. Agora, diante do Atlético Nacional, não soube se impor e acabou perdendo, foi quase goleado. Sem contar o Grêmio, que foi massacrado pelo maior rival na decisão do Campeonato Gaúcho, está em má fase e não sabe o que é vencer há três jogos.
Onde está a soberania do futebol brasileiro? É inegável que há uma diferença no nível técnico dos times daqui para os demais da América Latina. Entretanto, tal diferença cai a cada ano, e aqui mesmo em solo brasileiro. Por exemplo, quem diria que o Ituano venceria o Santos? Ou então que o Fluminense campeão brasileiro em 2012 seria ‘rebaixado’ em 2013?
O futebol do nosso País está contraditório. Um ano o clube pode estar bem, no outro, na pior. E isso não é porque os campeonatos são competitivos, mas sim porque aqui está uma bagunça. Os clubes brasileiros considerados grandes possuem maior poder aquisitivo e têm condições de montar bons elencos, mas ao assistir os jogos dos estaduais, da Libertadores e até mesmo da estreia do Brasileirão, você desanima pelo baixo nível técnico.
É claro que em uma competição como a Libertadores, a garra e a camisa às vezes falam mais alto que o talento, mas, depois de oito anos de presença certa em decisões, sinto informar aos torcedores que eles terão que se contentar com o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Sul-Americana.
*Vitor Costa, estagiário do R7















