Futebol 'O estádio que pulsa': La Bombonera completa 80 anos

'O estádio que pulsa': La Bombonera completa 80 anos

O apelido "Bombonera" é uma referência ao formato do estádio, desenhado em forma de uma caixa de bombom, pelo arquiteto José Luiz Delpini

  • Futebol | Eugenio Goussinsky, do R7

Estádio tem capacidade para 49 mil espectadores

Estádio tem capacidade para 49 mil espectadores

Fabipan Mattiazzi/EFE/08-12-19

A La Bombonera pulsa, nas cores amarela e azul. 

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Popular, o Boca Juniors, clube do bairro de imigrantes, a Boca, se destacava com títulos e necessitava de um lugar próprio.

Foi quando, em 1931, no salão do teatro Verdi, no mesmo bairro, os dirigentes decidiram iniciar a empreitada de construir um estádio na capital argentina.

Fundada em 25 de maio de 1940, na partida entre Boca Juniors e San Lorenzo, vencida pelo Boca por 2 a 1, a La Bombonera fez, naquele dia, ressoar seus primeiros gritos, ao estilo caldeirão. O estádio, atualmente com capacidade para 49 mil espectadores, completa 80 anos nesta segunda-feira (25).

A história do clube foi marcada por momentos cheios de espontaneidade, bem como ocorre em uma agremiação popular. O uniforme atual do Boca Juniors, fundado por jovens do bairro de operários, veio após três tentativas desde a fundação do clube, em 1905.

Na quarta vez, o ex-presidente Juan Brichetto, operador de cargas no porto, sugeriu que fosse da cor da primeira bandeira do navio que aportassse, em uma espécie de sorteio. E, no dia seguinte, aportou um navio sueco.

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Essa ligação direta entre clube, dirigente e torcida sempre foi a marca do estádio. Inicialmente, La Bombonera tinha como nome oficial o do presidente Camilo Cichero, que concluiu as obras.

Mas, nos anos 70, passou a se chamar Alberto Jacinto Armando, presidente do clube nos anos 70, quando, em 1977, o Boca se sagrou campeão da Libertadores pela primeira vez, comandado pelo técnico Juan Carlos "Toto" Lorenzo e com nomes como Mastrangelo e Felman.

Atualmente, o clube tem seis, sendo o segundo maior vencedor da competição (1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007).

O apelido "Bombonera" é uma referência ao formato do estádio, desenhado em forma de uma caixa de bombom, pelo arquiteto José Luiz Delpini, que pensou em possibilitar a maior presença de público no espaço disponível, criando três anéis de arquibancadas.

A acústica do estádio, somada ao fervor da torcida, fizeram do local um verdadeiro tormento para os adversários. Raros são os times que, principalmente em decisões, saem vitoriosos de lá após enfrentarem o anfitrião.

Dos grandes momentos do estádio, o site As destacou a conquista da Copa Libertadores 1978, a primeira do clube em sua casa, após vencer o Deportivo Cali por 4 a 0. Outro momento foi a conquista da Copa Libertadores 2001, a única vencida pelo técnico Carlos Bianchi em La Bombonera.

Momentos épicos contra o rival River Plate também marcaram o estádio, como em 2001, quando o craque Riquelme, após marcar um gol de cabeça, foi à lateral do campo e comemorou com as mãos na orelha, imitando Topo Gigio.

Naquele mesmo ano, um dos jogos mais emocionantes da história do estádio foi a despedida de Maradona, em 10 de novembro. O maior craque da Argentina em todos os tempos iniciou no Argentino Juniors, mas sempre se disse apaixonado pelo Boca.

Em seu auge, Maradona atuou apenas entre 1981 e 1982 pelo clube do coração, quando foi campeão argentino em 1981 (chamado Metropolitano). O craque fez o gol de pênalti naquele empate por 1 a 1 contra o Racing e que deu o título à equipe. E não teria sido tão bonito, se não fosse no calor de La Bombonera.

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