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Nem bem voltou ao Maracanã e Flamengo corre o risco de ficar sem o estádio outra vez

Marcado por confusão, jogo contra o Corinthians foi o primeiro da equipe no estádio em 2016

Futebol|Do R7

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Comemoração da torcida rubro-negra pode ter durado pouco
Comemoração da torcida rubro-negra pode ter durado pouco

Nem bem voltou ao Maracanã e o Flamengo já pode ficar novamente sem o estádio para mandar os seus jogos no Campeonato Brasileiro. O motivo é a briga generalizada envolvendo torcedores do clube e do Corinthians no último domingo (23). A confusão foi relatada em súmula pelo árbitro Anderson Daronco e por conta disso o Rubro-Negro pode ser enquadrado no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

“Antes do início da partida, no aquecimento dos árbitros no gramado às 16h30, houve uma briga generalizada no espaço reservado para a torcida visitante, no setor sul rampa b, envolvendo alguns torcedores do SC Corinthians com a polícia local. Cabe salientar que durante o jogo nada houve de anormal”, escreveu o juiz. Daronco não relatou no documento que um copo foi arremessado na cabeça do meia corintiano Marquinhos Gabriel na comemoração do segundo gol.


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A procuradoria do Tribunal já está analisando as imagens dos episódios no Maracanã. Pelo artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), as infrações podem ser punidas com perda de até 10 mandos de campo, além de multa de até R$ 100 mil.


O texto ressalta que, caso os responsáveis sejam identificados e detidos, o clube tem chance de ser eximido da culpa. Assim, a ação do Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) de levar 64 torcedores à Cidade da Polícia, enquadrar 42, sendo 31 em flagrante, pode auxiliar o Mengão.

Flamengo se isenta de confusão no Maracanã e faz elogios à PM do Rio


Depois de o Corinthians condenar a ação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, no Maracanã, o Flamengo veio a público nesta segunda-feira para fazer elogios ao Gepe, da PM do Rio, que interveio na confusão envolvendo torcedores dos dois times na partida disputada neste domingo, pelo Brasileirão.

“O Clube de Regatas do Flamengo vem a público agradecer ao Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), da Polícia Militar do Rio de Janeiro, pelo trabalho realizado na tarde de domingo (23), na partida contra o Corinthians”, disse o clube carioca, em nota.


“Lamentavelmente, alguns policiais do Gepe foram covardemente agredidos por marginais que não deveriam nem ser chamados de ‘torcedores do Corinthians’ nas arquibancadas do Maracanã pouco antes do início do jogo. A estes profissionais, nosso sincero respeito e solidariedade”, disse o clube carioca.

Os elogios do time rubro-negro contrastam com as críticas feitas pela diretoria do Corinthians ao trabalho realizado pelo grupamento no domingo. O clube paulista criticou a decisão da PM de manter os torcedores da equipe paulista no estádio até quase três horas após o fim da partida.

“O Sport Club Corinthians Paulista repudia a atitude covarde tomada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro após o jogo da tarde deste domingo (23) contra a equipe do Flamengo. A fim de capturar 40 torcedores que supostamente se envolveram em briga com policiais, a PM aprisionou 3 mil torcedores do Corinthians no Estádio do Maracanã, fez com que todos eles tirassem a camisa e está liberando a saída de cinco em cinco pessoas”, afirma o clube, destacando que os responsáveis pela confusão deveriam ter sido detidos em flagrante.

A diretoria corintiana chamou de “barbaridade” e “descalabro” a postura da PM. “A barbaridade cometida esta noite precisa ser avaliada pelas autoridades públicas competentes, a fim de que as pertinentes punições não se restrinjam aos torcedores envolvidos na briga. O Corinthians exige uma atitude urgente do Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro para punir o descalabro perpetrado esta tarde por policiais militares no estádio do Maracanã”, declarou o clube, em nota, ainda na noite de domingo. Também em nota, a PM negou ter cometido excessos.

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