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Mundial de 1999: Ex-jogadores do Palmeiras relembram derrota

Mesmo com uma grande apresentação diante do Manchester United, o time perdeu por 1 a 0

Futebol|Do R7

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Evair e Oséas na final da Libertadores em 1999
Evair e Oséas na final da Libertadores em 1999

O dia 30 de novembro de 1999 tinha tudo para ficar marcado na história palmeirense. Mas mesmo com uma grande apresentação diante do Manchester United, no Estádio Nacional de Tóquio lotado, o time esbarrou no goleiro australiano Mark Bosnich. E após falha do ídolo Marcos, acabou deixando escapar o título mundial com a derrota por 1 a 0. Um resultado até hoje lamentado por quem esteve em campo. "O Palmeiras merecia aquela conquista", é a opinião unânime dos comandados de Felipão da época. Agora, no Catar, o clube tem nova chance de ser campeão mundial. A estreia será domingo, contra o Tigres, do México.

"Infelizmente a lembrança daquele dia não é muito agradável. Mas algumas coisas ficaram, como o gol que não estava impedido, a longa viagem, a concentração no mesmo hotel com o time do Yokohama. Estávamos nos sentindo em casa", lamenta o atacante Evair, que queria fazer diante do Manchester uma aposentadoria marcante.

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"Na maioria das finais que fiz com o Palmeiras eu decidi e esperava encerrar a carreira fazendo gol naquele jogo, sendo campeão", seguiu Evair, que entrou somente no segundo tempo. "Se você olhar pelas oportunidades, eles tiveram duas ou três. Nós criamos inúmeras e tivemos um gol mal anulado. Era para ser campeão, mas futebol tem dessas coisas e só restou lamentar."

Um dos grandes zagueiros da história do Palmeiras, Cléber fez história com a camisa do clube e, apesar da derrota, recorda com orgulho da final de 1999. "Lembro que anularam um gol legítimo nosso e também do alto número de oportunidades que perdemos", observa. "Nenhum time na época criou tanto diante do Manchester quanto o Palmeiras. Eles tiveram uma chance e acabamos perdendo", lamenta. "Fomos muito bem e todos saíram de cabeça erguida."

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Cléber fez história com a camisa do Palmeiras
Cléber fez história com a camisa do Palmeiras

O pensamento é endossado pelo atacante Euller, que viu o Palmeiras realizar um "trabalho perfeito" desde a chegada ao Japão até a hora do jogo. "Fizemos tudo aquilo que foi planejado, tudo, tudo, tudo. A equipe jogou muito bem e durante toda partida tivemos condições de poder reverter o resultado e ser campeão. Infelizmente não aconteceu", enfatiza. "Diante de tudo o que o Palmeiras apresentou dentro daquela partida, não foi um fracasso. São coisas do futebol."

Até hoje, a grande e triste lembrança vem do corte de cruzamento errado de Marcos que resultou no gol de Roy Keane, com 35 minutos de jogo. No ataque, Alex, Asprilla, Oséas e Paulo Nunes perderam chances de ouro. Num segundo tempo com amplo domínio, o Palmeiras pagou caro pelos gols desperdiçados em dia de Bosnich, que fez naquela final um dos maiores jogos da sua carreira, para azar dos brasileiros.

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"Era um goleiro que ninguém conhecia. Entrou e defendeu de tudo", diz Cléber. Apesar da tristeza, o ex-zagueiro que hoje vive nos Estados Unidos não acha que a perda do título mundial tenha sido um desastre. "Jamais passou pela cabeça dos jogadores que foi um fracasso. Jogamos de igual para igual, até melhor. Apesar da derrota, o torcedor ficou com orgulho de todos nós, jogamos à altura do que esperavam do Palmeiras."

Quando aquela decisão completou 20 anos, no fim de 2019, Marcos usou suas redes sociais para lamentar a perda do título por um erro seu. O Palmeiras até conseguiu empatar o jogo com Alex, mas o gol foi equivocadamente anulado. Não havia impedimento.

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"Na mentalidade do brasileiro, perder um título é fracasso, mas jogamos muito bem, tivemos o gol no qual eu dei o passe para o Alex e o japonês (o auxiliar Yoshikazu Hiroshima) anulou erradamente. Ganhamos a Libertadores e estávamos bem, isso tem de ser valorizado e o treinador exaltado pelo trabalho", afirma Evair, que se mostra otimista para a competição no Catar.

"A expectativa é a melhor possível. Estou otimista. Tem de passar pelo Tigres primeiro, mas o Palmeiras saberá se comportar", acredita. "Já contra o Bayern de Munique, o time terá de saber administrar. É uma equipe forte, que vem com uma série de vitórias com superioridade, tem marcação alta, força, é rápida... Isso dificulta."

Cléber também confia que o Palmeiras pode voltar do Catar com a taça de campeão mundial. "O time está com um astral muito grande, unido, fechado. Dando o primeiro passo (nas semifinais), deve enfrentar o Bayern e será um grande jogo", prevê. "E os atletas crescem em partidas dessa grandeza. Vão trazer o Mundial para todos, incluindo os ex-jogadores de 99, e eu ficarei bastante feliz com o bicampeonato", aposta, ressaltando o título da Copa Rio de 1951.

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