Futebol MP de Santa Catarina vai apurar invasão no Figueirense

MP de Santa Catarina vai apurar invasão no Figueirense

 No último sábado, 40 torcedores invadiram estádio Orlando Scarpelli e agrediram elenco. Entre os agressores, alguns estavam armados

Agência Estado - Esportes
Segundo o técnico Elano, alguns torcedores estavam armados na invasão

Segundo o técnico Elano, alguns torcedores estavam armados na invasão

Patrick Floriani/FFC

Na última terça-feira, o presidente do Figueirense, Norton Boppré, esteve com o Procurador-Geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, que colocou o Ministério Público de Santa Catarina à disposição da Polícia Civil na apuração do caso de invasão ao estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Participaram da reunião o ex-mandatário Paulo Prisco Paraíso e o advogado Thiago Divananko.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO), o promotor Eduardo Paladino, um dos responsáveis pelo monitoramento do caso, ao lado da 29.ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, afirmou que é prematuro colocar a culpa na torcida organizada, mas prometeu uma apuração detalhada para identificar os envolvidos.

O Centro de Apoio Operacional do Consumidor tem como uma de suas responsabilidades combater a violência nos estádios, conduta firmada juntamente com a Polícia Militar, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) e as próprias agremiações.

O caso

Na tarde do último sábado, cerca de 40 torcedores invadiram o estádio Orlando Scarpelli, através do portão 8, que ficou totalmente danificado. Em campo, entraram em conflito com jogadores e membro da comissão técnica que realizavam treinamento no local.

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A assessoria de imprensa do clube informou que algumas pessoas tiveram ferimentos leves, mas que foram tratadas pelo próprio departamento médico, sem revelar se eram jogadores ou outros funcionários.

A confusão refletiu dentro do próprio elenco. O atacante Pedro Lucas pediu para deixar o clube e retornar ao Internacional. O técnico Elano relatou que alguns torcedores estavam em posse de arma de fogo e que por muito pouco não ocorreu uma tragédia.

O Figueirense realizou Boletim de Ocorrência ainda no sábado e segue buscando uma punição aos infratores, tanto que esteve na última terça-feira com o Procurador-Geral.

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