Mourinho diz não ter "nada em comum" com Mancini
Futebol|Do R7
"A única coisa que eu tenho em comum com Mancini é que nós dois somos treinadores", declarou nesta segunda-feira o técnico do Chelsea, o português José Mourinho antes da partida de volta das Liga dos Campeões, contra o Galatasaray.
Q: Como você avalia a partida de volta após o empate em Istambul?
R: "É fácil. Se você olhar o resultado, foi 1 a 1. Se você olhar a partida, teve uma equipe melhor no primeiro tempo e outra melhor no segundo. Normalmente, é preciso esperar o mesmo tipo de jogo na volta e teremos que esperar o fim para saber. Não acredito que no intervalo a partida já estará decidida. Sei que Avram Grant e Roberto di Matteo (antecessores no comando do Chelsea) chegaram à final em suas primeiras temporadas, mas não sinto pressão".
Q: Como você vê a volta de Droga ao Stamford Bridge, um dos jogadores mais importantes que você comandou na sua priemria passagem no Chelsea (de 2004 a 2007)?
R: "É um dos jogadores mais importantes da história do clube, não tenho dúvidas disto. Nós todos, os torcedores do Chelsea, estamos de acordo. Não podemos dizer que é o jogador mais importante porque seria injusto com os outros. Com 36 anos, ele não é o mesmo jogador que quando tinha 26, ninguém é, mas é um dos maiores artilheiros do mundo, isto com certeza".
Q: Você acredita numa possível volta de Drogba ao Chelsea?
R: "Não é o momento para falar disto. Amanhã temos uma partida muito importante. Ele é jogador do Galatasaray, não seria correto. Sabemos que ele estará livre para negociar ao fim da temporada, quando acaba o contrato. Minha opinião não conta, é preciso ver o que o Chelsea quer. Como jogador, como treinador, agora, amanhã, daqui a 10 anos... Quando um jogador representa tanto para um clube e que o clube representa tanto para o jogador, este jogador tem que voltar um dia".
Q: A decepção da derrota para o Aston Villa e as expulsões no fim da partida (dos brasileiros Willian e Ramires e do próprio Mourinho) já foram esquecidas?
R: "Não podemos reagir como reagimos depois da partida contra o Villa porque é uma falta de respeito com o jogo. É preciso ficar calado e seguir em frente. Você acha que o fator mais importante na partida foi o carrinho de Ramires? Eu não quero responder. O carrinho foi consequência do que aconteceu antes. Você precisa entender o que levou ao carrinho".
Q: Mancini lhe fez convite para jantar em caso de classificação do Galatasaray. Você aceita?
R: "Não. Isto não me interessa. Não faço nada em função da derrota ou da vitória. Eu faço apenas o que quero fazer. Com Mancini, a única coisa que temos em comum é que nós dois somos treinadores".
Q: Você está de olho em algum jogador turco em especial?
R: "Eu respeito todos eles mas não penso nisto. Os jogadores turcos estão pagando salários muito altos para os jogadores e isto não é compatível com o fair-play financeiro. Não podemos rivalizar com estes salários, então não presto atenção neles, mas conheço todos eles e sei que existem muitos jogadores de qualidade".
Q: Você também vai reencontrar Sneijder, seu jogador na Inter...
R: "É um dos melhores camisa 10 no mundo. É simples assim".
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