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BRASILEIRO 2022

Ministério Público nega ter vetado polícia dentro da Arena Joinville

Entidade rebateu afirmação de comandante da PM após briga entre torcedores de Vasco e Atlético-PR

Futebol|Do R7

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Autoridades fazem jogo de empurra após briga envolvendo torcedores de Atlético-PR e Vasco, em Joinville
Autoridades fazem jogo de empurra após briga envolvendo torcedores de Atlético-PR e Vasco, em Joinville

Tão logo as cenas de selvageria na Arena Joinville ganharam o noticiário mundial, com a briga deste domingo entre torcedores de Atlético-PR e Vasco pela última rodada do Brasileirão, começou o jogo de empurra sobre a responsabilidade pela segurança no estádio.

Comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar de Joinville, o tenente-coronel Adilson Moreira afirmou que a falta de policiamento no interior do estádio foi motivada por um "entendimento" entre as instituições de segurança do Estado. Na hora da briga, apenas seguranças particulares estavam dentro da arena, enquanto a PM atuava do lado de fora.


— É uma questão de entendimento tanto do Ministério Público de Santa Catarina quanto da Polícia Militar de Joinville. É um evento privado, e a Polícia Militar tem que fazer seu policiamento na área externa

Por meio de nota, o Ministério Público refutou a declaração do tenente-coronel Adilson Moreira, afirmando "que não fez nenhuma recomendação ou ação que impeça a Polícia Militar de atuar no interior do estádio Arena".


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Segundo o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Flávio Zveiter, o Atlético-PR deve ser punido pela confusão.


— A responsabilidade objetiva é do clube e de seus dirigentes, para elaborar junto com o Poder Público um plano de segurança para as partidas de futebol, explicou o presidente do órgão, Flávio Zveiter, em entrevista ao SporTV. O Atlético-PR contratou cem seguranças de uma empresa privada para atuar no interior da Arena Joinville durante a partida. Mesmo sendo o visitante, o Vasco também deverá ser punido em função da participação de seus torcedores na confusão.

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Em entrevista por telefone, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, afirmou que estava acompanhando as imagens da briga pela tevê e chegou a perder a voz ao comentar o episódio. Depois, balbuciou à reportagem:

— Essa punição, perda de mando de campo, tem que ser com portões fechados, sempre defendi isso.

Paulo Schmitt deve oferecer denúncia contra Atlético-PR e Vasco até quarta-feira. O julgamento do caso deve ocorrer em primeira instância na semana que vem.

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