Matheus Alessandro: da Taça das Favelas à esperança no Fluminense
Depois de ser recusado no Flamengo e no Vasco e a saudade o fazer desistir do Palmeiras, o torneio de comunidades do Rio o levou ao Tricolor carioca
Futebol|Carla Canteras, do R7

Nascido e criado na favela de Vila Vintém, zona oeste do Rio de Janeiro, Matheus Alessandro tinha o mesmo sonho de muitos meninos: virar um jogador de futebol profissional.
O sonho ainda era mais real, já que em sua família tinha um atleta que chegou a ser capitão do Flamengo. O tio de Matheus é o zagueiro Fernando, que jogou no Rubro-negro e no Vasco, no começo dos anos 2000.
Mas a vida não foi mais fácil por causa do tio. Pequeno e franzino, Matheus foi rejeitado no Flamengo e no Vasco.

“Eles não quiseram apostar em mim e me ajudar a melhorar a minha parte física”, explicou Matheus ao site oficial do Fluminense quando ainda era da base do time carioca.
Tentou a vida em São Paulo. No começo, deu certo. Foi aceito nas categorias de base do Palmeiras. Mas a saudade da família e os 16 anos de idade, o levaram de volta ao Rio de Janeiro.
Outra chance apareceu: a Taça das Favelas. Em 2012, a CUFA, Central Única das Favelas do Rio, criou uma competição para que os jovens, meninos e meninas, das comunidades carentes da cidade pudessem jogar futebol.
Matheus jogou no time de Vila Vintém já na primeira edição. Ele não foi campeão e nem o craque da competição, mas o Fluminense se interessou pelo atacante e topou apostar no menino magrinho, mas bom de bola.
A vida finalmente mudava! O atacante foi levado ao Tricolor carioca para treinar no Centro de Treinamento de Xerém. O clube é reconhecido por ter trabalho respeitado nas categorias de base no Brasil.
No Fluminense, jogou no sub-17 e no sub-20, quando foi campeão Brasileiro invicto da categoria.

Sabe aquele sonho do menino? Aos 20 anos e pelas mãos de Abel Braga, virou realidade. Matheus subiu para o profissional e no dia 26 de abril de 2017 estreou na Primeira Liga contra o Brasil de Pelotas.
“Estou vivendo um sonho por estar no profissional e ter a oportunidade de ser treinado pelo professor Abel (Braga). Sempre assistia pela televisão ele no Fluminense, então estar aqui hoje e ainda ser elogiado é um sonho sendo realizado com certeza”, comemorou o jovem ao site oficial do Fluminense.
Abel foi embora, Marcelo Oliveira chegou e Matheus segue bem. O atacante de 22 anos ainda não é o titular do Tricolor carioca. Mas já são 43 jogos e um gol feito.
Na vitória do Fluminense contra o Corinthians, por 1 a 0, na última quarta (22), Matheus entrou aos 12 minutos da partida por causa de uma contusão de Everaldo.
O atacante foi bem, perdeu um gol e em três oportunidades deixou os companheiros na cara para marcar.
“A vitória foi importante, por que a gente estava no meio da tabela. Foi bom entrar logo no começo. Sempre penso no bem do Fluminense e é bom que funcionou”, afirmou Matheus após a partida.
Nem todos os sonhadores têm a mesma sorte de Matheus. Mas a história do garoto da Vila Vintém enche de esperança tantos meninos e meninas de outras vilas espalhadas pelo Brasil.
Conheça mais sobre Matheus Alessandro:
Matheus Alessandro chegou o Fluminense aos 16 anos, jogou no sub-17 e no sub-20... olha a cara de menino do atacante nesta foto. Em 2015, ele fazia parte do grupo que foi Campeão Brasileiro sub-20, de forma invicta
Matheus Alessandro chegou o Fluminense aos 16 anos, jogou no sub-17 e no sub-20... olha a cara de menino do atacante nesta foto. Em 2015, ele fazia parte do grupo que foi Campeão Brasileiro sub-20, de forma invicta




























