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Corinthians X Estudiantes coloca hegemonia brasileira à prova na Libertadores

Argentina e Brasil somam 25 taças cada, mas clubes do nosso país venceram as últimas sete edições do torneio sul-americano

Libertadores|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Corinthians enfrenta Estudiantes na Neo Química Arena em busca de vaga nas semifinais da Libertadores, após empate por 1 a 1 na Argentina.
  • Brasil e Argentina têm 25 títulos cada na Libertadores, mas clubes brasileiros venceram as últimas sete edições, destacando a hegemonia brasileira recente.
  • Desde 2021, equipes brasileiras venceram 16 dos 19 confrontos eliminatórios contra argentinos, com um aproveitamento de 84,2%.
  • O crescimento financeiro dos clubes brasileiros, com receitas de direitos de transmissão e patrocínios, tem atraído talentos sul-americanos, fortalecendo o futebol brasileiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Kaio César marcou o gol do Corinthians na partida de ida contra o Estudiantes Reprodução/Instagram/@corinthians

Os corintianos encaram o duelo decisivo desta quarta-feira (16) contra o Estudiantes, às 21h30, na Neo Química Arena, como uma grande chance de chegar às semifinais da Libertadores. No entanto, o confronto também pode simbolizar uma mudança de forças no futebol sul-americano nos últimos anos.

Brasil e Argentina têm atualmente 25 títulos cada. Mas, esse equilíbrio é recente. Quando o River Plate derrotou o Boca Juniors na final de 2018, os argentinos chegaram à 25ª taça, enquanto os brasileiros tinham apenas 18.


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Desde então, o cenário mudou completamente. Clubes do Brasil venceram as sete edições seguintes: Flamengo, em 2019; Palmeiras, em 2020 e 2021; Flamengo novamente, em 2022; Fluminense, em 2023; Botafogo, em 2024; e Flamengo, em 2025.

A arrancada fez o Brasil tirar a diferença de sete títulos em apenas sete temporadas. O domínio também aparece nas decisões: cinco das últimas sete finais tiveram dois representantes brasileiros. Considerando as 15 edições anteriores, 11 terminaram com um clube do país levantando a taça.


Duelo direto reforça domínio

A superioridade recente fica ainda mais evidente quando brasileiros e argentinos se encontram no mata-mata. Desde 2021, equipes do Brasil venceram 16 dos 19 confrontos eliminatórios entre os dois países na Libertadores, aproveitamento de 84,2%.

Corinthians e Estudiantes chegam ao segundo jogo das quartas de final depois do empate por 1 a 1 em La Plata. Alexis Castro abriu o placar para os argentinos, e Kaio César igualou no segundo tempo. Quem vencer em Itaquera avança. Um novo empate leva a decisão para os pênaltis.


A história continental também coloca frente a frente dois campeões da América. O Corinthians conquistou sua única Libertadores de maneira invicta em 2012. O Estudiantes tem quatro títulos, obtidos em 1968, 1969, 1970 e 2009, e é um dos símbolos da tradição argentina no torneio.

Curiosamente, esta é a primeira vez que os clubes se enfrentam pela Libertadores. O único mata-mata oficial anterior ocorreu nas quartas de final da Copa Sul-Americana de 2023. Cada equipe venceu por 1 a 0 em casa, e o Corinthians avançou nos pênaltis em La Plata.


Dinheiro ajuda a explicar virada brasileira

Uma das principais explicações para a mudança no mapa da Libertadores está fora de campo. O crescimento das receitas dos principais clubes brasileiros aumentou a distância financeira em relação aos rivais sul-americanos.

Direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria e venda de jogadores passaram a dar às equipes do Brasileirão um maior poder para contratar e manter atletas. Clubes como Flamengo e Palmeiras se aproximaram da marca de R$ 2 bilhões em receitas anuais e passaram a montar elencos difíceis de serem acompanhados pelos principais concorrentes do continente.

Esse abismo econômico também mudou a rota dos melhores jogadores da América do Sul. Nomes como o uruguaio Giorgian de Arrascaeta e o paraguaio Gustavo Gómez, hoje ídolos de Flamengo e Palmeiras, mostram que talentos sul-americanos que não vão direto para a Europa passam a escolher o Brasil como destino. Outras vezes, esses craques voltam para cá ao encerrar ciclos em ligas europeias, atraídos por salários competitivos, estrutura e torcidas gigantes.

A Argentina ainda conserva os dois maiores campeões da história da Libertadores: o Independiente, com sete títulos, e o Boca Juniors, com seis. O Estudiantes aparece logo depois entre os argentinos, com quatro. Do lado brasileiro, o Flamengo assumiu a liderança isolada com quatro conquistas após o título de 2025.

Por isso, a edição de 2026 pode funcionar como desempate histórico. Se um brasileiro conquistar novamente a competição, o país assumirá pela primeira vez de forma isolada a liderança em número de títulos. Uma conquista argentina, por outro lado, encerraria uma sequência que já dura desde 2019.

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