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Legado da Copa das Confederações: problemas com árbitro de vídeo e hospitalidade russa marcam torneio

Campeonato terminou no domingo (2) com vitória da Alemanha sobre o Chile

Futebol|Do R7, com BBC

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Alemanha venceu o Chile na Copa das Confederações 2017
Alemanha venceu o Chile na Copa das Confederações 2017

A Copa das Confederações acabou no domingo (2) e a Alemanha levou a melhor. Além de servir para testar os times, o torneio também foi importante para observar o que funcionou e o que precisa ser melhorado para o mundial do ano que vem. 

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Houve muitos problemas de iniciação com o sistema de assistência de vídeo — também conhecido como árbitro de vídeo. Além disso, o time anfitrião da Rússia não está em boa forma — foi eliminado nas fases de grupo. 

Apesar dos pesares, pontos positivos foram destaque: não houve relatos de racismo, e a atmosfera em torno do torneio foi boa: os países jogaram um futebol bastante decente, com uma final de qualidade entre as jovens seleções da Alemanha e do Chile. Tendo em vista os principais pontos de discussão que envolveram o torneio, é possível estabelecer o quê precisa ser mudado para a Copa do Mundo. 


Árbitro de vídeo ou não?

Confusão. Tanta confusão. Os árbitros de vídeo que tantos gerentes, torcedores e especialistas pediram para serem testados na Rússia trouxeram alguns problemas para o campeonato. Surgiram muitas questões: nas etapas de grupo, seis "decisões de mudança de jogo" foram feitas usando o árbitro de vídeo, com outros 29 "incidentes maiores" — de acordo com o árbitro principal da Fifa, Massimo Busacca. Curiosamente, o árbitro de vídeo parece não ter sido usado em ambas as semi-finais.


Os árbitros podem decidir se querem ajuda do sistema de vídeo, embora outros funcionários, inclusive os de vídeo, possam sugerir o uso da tecnologia. Se o fizer, o árbitro tem a opção de confiar na decisão do sistema ou ver a metragem em uma tela ao lado do campo.

No entanto, os torcedores não conseguem ouvir nenhuma das conversas ou ver na tela o que o árbitro está assistindo — o que resulta em longos atrasos, enquanto ninguém no campo, à margem, nas arquibancadas ou assistindo na TV, sabe exatamente o que está acontecendo.


Controvérsias

Houve controvérsia na vitória das semifinais do Chile, quando o zagueiro de Portugal, José Fonte, derrubou o chileno Francisco Silva na área. O árbitro não deu pênalti nem pediu para rever o lance.

Na fase de grupos, o jogo entre Alemanha e Camarões também foi questionado. Sebastien Siani foi penalizado com cartão amarelo equivocadamente. O árbitro Wilmar Roldan usou o sistema de vídeo e decidiu que o lance merecia, na verdade, um cartão vermelho. Contudo, ao assistir ao vídeo uma segunda vez, Roldan percebeu que quem cometeu a falta, na verdade, foi outro jogador: Ernest Mabouka. 

Enquanto tudo isso estava acontecendo, jogadores e técnicos estavam sem resposta. O técnico de Camarões, Hugo Broos, disse que não entendeu e que continua sem entender o sistema de vídeo. 

"Grande sucesso"

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que o sistema tem sido um "grande sucesso", mas que esse trabalho precisa de ajustes. O principal deles deve ser a velocidade das decisões.

— Sem o árbitro de vídeo, teríamos um torneio diferente e teria sido um pouco menos justo. Graças ao sistema, conseguimos dar um grande passo. Esses grandes erros não acontecerão mais. A decisão mantida será sempre a do árbitro, mas grandes erros poderão ser evitados, e essa é uma grande conquista.

Time anfitrião

Os anfitriões da Copa das Confederações foram eliminados nas fases de grupo, tal como fizeram na Euro 2012, na Copa do Mundo de 2014 e em 2016. Não há indícios que prometam uma melhora para o ano que vem. O vice-primeiro-ministro Vitaly Mutko, que também dirige a União Russa de Futebol, explica:

— Nós não teremos novos jogadores amanhã. Esta é a nossa equipe principal.

Todos os jogadores que compõem a seleção foram treinados na Rússia. Segundo o comentarista Yevgeny Lovchev, o futebol nacional não produz jogadores bons o suficiente para que o país consiga lutar para vencer um mundial. 

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