Futebol Jogadoras da Venezuela alegam anos de abuso de ex-técnico

Jogadoras da Venezuela alegam anos de abuso de ex-técnico

Em carta, atletas pediram à Fifa que não permita que Zseremeta, de nacionalidade panamenha, siga no futebol feminino

Reuters - Esportes
Kenneth Zseremeta dirigiu a seleção sub-17 da Venezuela até 2017

Kenneth Zseremeta dirigiu a seleção sub-17 da Venezuela até 2017

Reprodução

Mais de 20 jogadoras de futebol da Venezuela disseram em uma carta aberta na terça-feira (5) que muitas atletas sofreram anos de abuso sexual e assédio cometidos por um ex-técnico da seleção nacional, Kenneth Zseremeta.

Na carta, postada no Twitter por Deyna Castellanos – jogadora da seleção venezuelana e do Atlético de Madrid –, as atletas pediram à Fifa e a outras organizações e ligas de futebol que não permitam que Zseremeta, de nacionalidade panamenha, continue trabalhando no futebol feminino.

A carta informa que uma jogadora não identificada disse ter sido foi abusada por Zseremeta em 2014, quando tinha 14 anos.

"Muitas de nós ainda temos traumas e feridas mentais que nos acompanham pela vida diariamente", escreveram as jogadoras.

Zseremeta não respondeu a um pedido de comentário enviado por mensagem no Facebook.

O procurador-chefe da Venezuela, Tarek Saab, disse em um tuíte na terça-feira que designou um promotor para abrir investigação criminal sobre Zseremeta. A Federação Venezuelana de Futebol (FVF) afirmou que apoia as jogadoras.

"Estamos empenhados em assegurar o respeito pelas mulheres neste esporte", tuitou a FVF na noite de terça-feira. "Como federação, apoiamos as mulheres hoje e em todos os momentos."

A alegação das jogadoras ocorre meses depois de várias mulheres acusarem um importante escritor venezuelano, Willy McKee, de má conduta sexual. Em abril, McKee confessou no Instagram ter cometido estupro presumido. Mais tarde, ele foi encontrado morto, após queda de um prédio.

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