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BRASILEIRO 2022

Inimigo número 1 da Fifa aprova Bom Senso FC e pede prisão de Ricardo Teixeira

Jornalista inglês Andrew Jennings participa da Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Futebol|Do R7

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Jennings acredita que o Brasil tem uma oportunidade única
Jennings acredita que o Brasil tem uma oportunidade única

O Bom Senso FC, grupo de jogadores que reivindica melhorias no futebol brasileiro, é visto com bons olhos pelo jornalista Andrew Jennings. Considerado o inimigo número 1 da Fifa por denunciar uma série de irregularidades na entidade, o escritor pede a prisão de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e Raymond Whelan, envolvido na máfia de ingressos descoberta durante a Copa do Mundo. Jennings falou à Gazeta Esportiva.

— Não sei detalhes a respeito do Bom Senso, mas ouvi algumas coisas sobre esse grupo ultimamente e a iniciativa me parece muito boa. É ótimo que haja demandas por mudanças radicais da parte dos jogadores, que poderiam ser apoiados pelos torcedores e até por alguns clubes.


Andrew Jennings veio ao Brasil para participar da 23ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo e promover sua última obra, “Um jogo cada vez mais sujo”. Na ocasião, ele aproveitou para falar sobre a investigação da máfia de ingressos descoberta durante a Copa do Mundo.

Em uma operação batizada de “Jules Rimet”, as autoridades do Rio de Janeiro desmontaram uma quadrilha acusada de faturar mais de R$ 1 milhão por partida no Mundial a partir da venda ilegal de ingressos ligados à Match Services, empresa licenciada pela Fifa para comercializar entradas.


Os irmãos mexicanos Jaime e Enrique Byrom, proprietários da Match Services, o britânico Raymond Whelan, executivo da empresa, e o argelino Mohamed Lamine Fofana são acusados de liderar o esquema ilegal de venda de ingressos.

— O Brasil tem a oportunidade de oferecer um legado fantástico. Vocês não ganharam a Copa do Mundo dessa vez, mas podem ganhar a admiração do mundo inteiro se empregarem todos os recursos para investigar os irmãos Byrom, Fofana e Ray Whelan. O escândalo de ingressos vai direto ao coração da Fifa.


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Raymond Whelan chegou a ser preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, mas foi liberado por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom sarcástico, Jennings disse esperar que o executivo da Match Services retorne para o xadrez, de preferência acompanhado por Ricardo Teixeira, que recebeu propina da falida empresa de marketing ISL.

— O Brasil precisa conduzir uma investigação civilizada, inteligente e independente. No final, pode prender Ricardo Teixeira e fazê-lo dividir a mesma cela com Ray Whelan. Esse seria o maior legado. Todos ficariam gratos aos determinados e honestos brasileiros por combaterem a corrupção na Fifa.

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