Habeas Corpus é negado e corintianos seguem presos no Rio de Janeiro
30 torcedores supostamente envolvidos na briga do Maracanã estão em Bangu
Futebol|Do R7

Os 30 torcedores do Corinthians presos no Rio de Janeiro após briga com policiais militares no Maracanã, no domingo, tiveram o pedido de habeas corpus negado na manhã desta quinta-feira (27) e seguirão detidos no Complexo Penitenciário de Gericinó, no bairro de Bangu, na Zona Oeste da cidade.
Autor do pedido de habeas corpus, Valter Nunhezi Pereira não estava listado como advogado de defesa dos corintianos. No entanto, o desembargador Carlos Eduardo Roboredo, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), indeferiu o pedido. No despacho, ele assinala que o pedido de habeas corpus "não encontra contemplação legal expressa" e que somente deve ser admitida "em casos excepcionalíssimos de estridente e incontroversa ilegalidade", o que, segundo o magistrado, não é o caso da prisão dos corintianos.
Após passarem a noite de domingo detidos na Cidade da Polícia, os corintianos foram encaminhados ao Complexo de Gericinó, em Bangu, onde passaram as três últimas noites. Eles foram colocados em uma ala neutra do presídio, separados dos demais presos.
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Os corintianos foram encaminhados ao presídio após a juíza responsável pela audiência de custódia, Marcela Caram, converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. A magistrada ouviu os depoimentos de todos os envolvidos, incluindo testemunhas, em uma audiência que durou pouco mais de três horas. No despacho, Marcela Caram afirmou que "os fatos foram cometidos mediante o emprego de desmedida violência contra policiais que faziam a segurança do estádio".
Ela também considerou que os torcedores presos atuaram em grupo. "Se não unidos previamente com o intuito de cometimento de crimes nas dependências do estádio Mário Filho (Maracanã), os custodiados, no momento exato das agressões, uniram-se covardemente contra os agentes da Lei e da ordem", escreveu.
A juíza também justificou sua decisão, por entender que as brigas afastam "a torcida familiar" das arenas. "Impossível o Estado chancelar a violência que vem imperando nos ambientes esportivos, e afastando a torcida familiar dos estádios."
A prisão preventiva dos torcedores tem dividido a opinião de criminalistas. Diversos especialistas ouvidos pelo Estado de S. Paulo classificam como “exagerada” a detenção do grupo. Outros, por sua vez, em igual número, acreditam que um estádio de futebol não está acima das determinações do Código Penal. Para eles, portanto, a prisão é necessária.















