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Gustavo Perrella vira diretor da CBF, mesmo sendo réu em dois processos

Dirigente é filho do senador Zezé Perella (MDB-MG) e dono do helicóptero apreendido em 2013 com quase meia tonelada de cocaína

Futebol|Carla Canteras, do R7

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Gustavo Perrella dirigente da CBF
Gustavo Perrella dirigente da CBF

A CBF nomeou há três meses Gustavo Perrella, ex-secretário nacional de futebol, para o cargo de diretor de Desenvolvimento e Projetos da entidade. De acordo com matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta sexta (06), a nomeação aconteceu em janeiro, assim que o dirigente deixou o cargo no Ministério dos Esportes, e não foi divulgada para a imprensa. 

A entidade só publicou o nome de Gustavo em seu site oficial na noite da última quinta-feira, depois que foi perguntada sobre o assunto. 

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Em nota oficial, a CBF afirmou que escolheu o ex-deputado estadual de Belo Horizonte para a função de diretor, devido à experiência que ele tem na condução de programas de desenvolvimento do futebol no Ministério dos Esportes e ao trabalho como conselheiro vitalício do Cruzeiro. 

Nome do dirigente foi colocado depois de reportagem
Nome do dirigente foi colocado depois de reportagem

Helicóptero com cocaína

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Gustavo Perrella é filho do senador Zezé Perrella (MDB-MG) e ficou conhecido no Brasil em 2013, depois que a Polícia Federal apreendeu um helicóptero com 445kg de cocaína, no Espírito Santo. A aeronave apreendida está no nome da empresa dele e de seu pai. 

Os dois foram investigados, mas inocentados porque não foram encontrados indícios da autoria criminal dos dois no caso. 

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O novo diretor da CBF é réu na justiça em outros dois casos que correm na primeira instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Em um deles, ele é acusado de ter usado cerca de R$15 mil dos cofres públicos para abastecer helicóptero da empresa de sua família.

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Na segunda acusação, Gustavo teria criado um cargo fantasma na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para Rogério Antunes, piloto do helicóptero da empresa do dirigente. 

O piloto foi nomeado para o cargo publico em março de 2013 e foi exonerado em 25 de novembro de 2013, um dia depois da apreensão da aeronave pela Polícia Federal.

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