Guerra paralisa futebol do Irã e provoca batalha pelo título nacional
Esteghlal reivindica troféu após interrupção da temporada; clubes retomam competições asiáticas sob sanções e limitações financeiras
Futebol|Do R7
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O futebol do Irã tenta voltar à normalidade após meses de paralisação provocada pela guerra. A liga nacional foi retomada em agosto, enquanto Esteghlal e Tractor iniciaram nesta semana suas campanhas na Liga dos Campeões da Ásia.
A temporada anterior do Campeonato Iraniano foi interrompida no fim de fevereiro, depois de 22 das 30 rodadas, e acabou abandonada. Naquele momento, o Esteghlal liderava a competição com dois pontos de vantagem sobre o Tractor.
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Segundo o jornal inglês The Guardian, o clube de Teerã agora reivindica o reconhecimento oficial do título. O técnico Sohrab Bakhtiarizadeh defende que a liderança no momento da suspensão seja usada como critério para definir o campeão. A decisão deve ser anunciada em breve, mas a maioria dos outros clubes é contrária à entrega da taça.
A paralisação também afetou a preparação das equipes. Segundo Bakhtiarizadeh, jogadores passaram meses sem treinar normalmente, enquanto torcedores ficaram sem jogos e sem a rotina ligada ao campeonato.
Apesar das dificuldades, a nova temporada começou com público nos estádios. Cerca de 50 mil pessoas acompanharam o clássico entre Persepolis e Esteghlal, realizado em Isfahan, porque o Estádio Azadi, em Teerã, continua fechado para reformas.
No cenário continental, o Esteghlal estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Al-Sadd, do Catar. A partida considerada como mando do clube iraniano, porém, foi disputada em Basra, no Iraque, diante de aproximadamente 8 mil torcedores.
O Tractor teve resultado diferente e perdeu por 1 a 0 para o Shabab Al-Ahli, em Dubai. Os representantes iranianos ainda enfrentam uma grande diferença financeira em relação às equipes mais ricas da Ásia.
Anos de sanções internacionais afetaram também o futebol do país, com salários estagnados, instalações deterioradas e maior dificuldade para organizar concentrações e amistosos no exterior. O Irã conta com apenas dois representantes na principal competição continental.
Bakhtiarizadeh reconhece que os clubes iranianos não conseguem acompanhar o poder financeiro de equipes sauditas, mas acredita que esforço, organização e trabalho coletivo ainda podem reduzir a diferença dentro de campo.
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