Governo argentino muda transmissões de futebol para escapar de críticas
TV estatal estaria usando o esporte mais popular do País como propaganda oficial do governo
Futebol|Do R7

O governo argentino apresentará na próxima quarta-feira (5) o que vem sendo considerada uma "refundação" das transmissões do Campeonato Argentino, após as diversas críticas recebidas pelos montantes de dinheiro investido e até pela presença exclusiva de propaganda oficial.
Com o empresário Marcelo Tinelli como novo chefe de produção, a expectativa do governo é de, em ano de Copa do Mundo, fazer do futebol um aliado e não um inimigo. Em 11 de agosto de 2009, a Associação de Futebol Argentino (AFA) suspendeu contrato vigente com a empresa Torneos y Competencias e, em troca de 600 milhões de pesos, mais que o dobro que era pago anteriormente, cedeu os direitos de transmissão ao governo.
Na decisão, o estado alegava que o futebol era um "bem cultural e social", que deveria estar disponível a todos os argentinos de maneira gratuita. Assim, todos os jogos da primeira e segunda divisão do país passaram a ser exibidos em emissoras de sinal aberto. Recentemente, o governo foi alvo de ataques pelo aumento do montante pago que subiu dos 600 milhões para 1,51 bilhão em 2013.
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Em março de 2010, houve determinação do estado que nos intervalos dos jogos só haja publicidade institucional da presidência. A oposição aponta um abuso, já que o futebol se tornou um "veículo propagandístico partidário e oficial".
A partir disso, o chefe de gabinete, Jorge Capitanich, propôs mudança estética, no formato, nos nomes e no sustento econômico do projeto. Com nova condução, e agora em parceria com a Torneos y Competencias, as transmissões já terão novo formato na abertura do Torneio Final, segunda metade da edição 2013/2014 da primeira divisão do Campeonato Argentino.
Entre as novidades estão o lançamento da AFATV, a inclusão de publicidade privada, entre outras, que tentam garantir que o futebol não seja um "teto de vidro" para o governo argentino.














