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BRASILEIRO 2022

Futebol ultraofensivo transforma pequeno time holandês em sensação na Europa

NEC aposta em intensidade extrema e desafia lógica com desempenho surpreendente

Futebol|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • NEC Nijmegen, clube modesto da Holanda, disputa a melhor temporada de sua história.
  • Time adota um estilo de jogo ultraofensivo, inspirado no "futebol total", com pressão constante e busca incessante pelo gol.
  • Técnico Dick Schreuder implementa uma filosofia que mistura posições e promove intensidade máxima durante os jogos.
  • Com suporte de um investidor bilionário e conexão forte com a torcida, NEC se destaca no Campeonato Holandês e na Copa nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O NEC Nijmegen pode conquistar o primeiro título de sua história neste domingo (19) Reprodução/Facebook/necnijmegen

Em meio a uma floresta na cidade de Nijmegen, no leste da Holanda, um clube modesto vem chamando a atenção de torcedores em toda a Europa. O NEC Nijmegen disputa partidas diante de pouco mais de 12,5 mil pessoas em um estádio discreto, mas protagoniza um dos estilos de jogo mais ousados e imprevisíveis da temporada de 2026.

A equipe vive a melhor campanha de sua história recente, mesmo sem nunca ter conquistado um título em 125 anos. O sucesso inesperado é atribuído a uma combinação incomum: um investidor excêntrico, um treinador igualmente arrojado e uma filosofia de jogo baseada em ataque constante.


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Torcedores descrevem a experiência como algo inédito. Há décadas acompanhando o clube, alguns afirmam nunca ter visto nada parecido. A proposta em campo é simples na teoria: avançar sempre, pressionar o adversário e buscar o gol a todo momento, mesmo que isso implique riscos defensivos.

Inspirado no “futebol total” consagrado na Holanda nos anos 1970, o NEC adota uma versão moderna e radical da ideia. A equipe pressiona alto, movimenta jogadores em todas as posições e aposta em intensidade máxima durante toda a partida. O resultado são jogos caóticos, com muitos gols e reviravoltas.


A campanha atual reflete esse estilo. O time ocupa a terceira colocação do Campeonato Holandês, à frente de gigantes tradicionais, e ainda disputou a final da Copa nacional. Em um empate recente contra o Feyenoord, o NEC arrancou um gol nos acréscimos, aos 97 minutos, em um duelo decisivo para a classificação a competições europeias.

Dentro de campo, os números impressionam. O clube já marcou 74 gols na liga, mas também sofreu 48. Em várias partidas, marcou ou sofreu três ou mais gols, evidenciando o caráter aberto de seu futebol. A proposta ofensiva constante transforma cada jogo em um espetáculo imprevisível.


Foi o que aconteceu no domingo, na final da Copa da Holanda. O NEC perdeu para o AZ pelo placar de 5 a 1.

O responsável por esse modelo é o técnico Dick Schreuder. Conhecido por priorizar o ataque em todas as suas equipes, ele ganhou notoriedade ao transformar clubes modestos em times competitivos e ofensivos. Sua filosofia privilegia intensidade, movimentação e ocupação agressiva dos espaços.


No esquema tático, as posições tradicionais praticamente desaparecem. Zagueiros avançam ao ataque com frequência, meio-campistas atuam como atacantes e laterais funcionam como pontas. Essa fluidez confunde adversários, mas também expõe o time a contra-ataques perigosos.

Apesar dos riscos, a equipe se sustenta com uma pressão alta eficiente. O NEC lidera estatísticas como duelos vencidos e recuperações de bola no campo ofensivo. Quando falha, no entanto, as fragilidades ficam evidentes, algo que o treinador aceita como parte do modelo.

Fora de campo, o clube também segue um caminho incomum. O principal investidor, o bilionário Marcel Boekhoorn, mantém estabilidade financeira e já recusou propostas milionárias por jogadores importantes. Sua ligação com o time é pessoal, motivada por uma promessa feita ao pai.

Com uma combinação de ousadia tática, apoio financeiro e conexão com a torcida, o NEC vive um momento histórico. Em uma liga dominada por grandes clubes, a equipe de Nijmegen surge como um fenômeno improvável e mostra que, mesmo em um cenário competitivo, ainda há espaço para reinventar o futebol.

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