Futebol Fla abandona soberba e vence Flu no primeiro jogo final do Estadual

Fla abandona soberba e vence Flu no primeiro jogo final do Estadual

Mais uma vez, tricolor marcou duro e explorou avanços de Rafinha, mas técnica do rival falou mais alto. Rubro-negro terá vantagem do empate

  • Futebol | Eduardo Marini, do R7

Gabigol, que deu assistência, e Michael, que marcou, festejam o segundo do Fla

Gabigol, que deu assistência, e Michael, que marcou, festejam o segundo do Fla

Flamengo

Fluminense um Flamengo dois na primeira partida da final do Estadual do Rio, neste domingo (12), no Maracanã mais uma vez de portões fechados e sem torcida.

O primeiro tempo começou com as mesmas características da final da Taça Rio, na noite de quarta-feira (8).

O Flamengo, sem Gerson, Bruno Henrique e Éverton Ribeiro, armou de início o meio campo com William Arão e Diego e o quadrado de ataque com Vitinho, Arrascaeta, Gabriel e Pedro.

Com a marcação adiantada e a troca de passes habitual no campo adversário, o rubro-negro tentava furar o bem armado paredão tricolor, com uma linha de quatro jogadores na defesa e outra de quatro na intermediária, as duas compactadas em 15 a 20 metros.

Muitas vezes até mesmo Evanilson recuava e Marcos ficava sozinho no campo rubro-negro para puxar o contra-ataque, quase sempre pela esquerda, tentando explorar os avanços sempre radicais de Rafinha.

A partida seguiu travada até os 27 minutos da primeira etapa, quando o muro tricolor ruiu com um belo gol de Pedro. Vitinho passou a bola para Arrascaeta, e este a Diego, que, de primeira, deu uma assistência precisa para Pedro. Também de primeira, o atacante bateu de perna direita no ângulo esquerdo do goleiro Muriel.

Mesmo com o gol em desvantagem, o Fluminense manteve a obediência à estratégia montada para essas partidas finais e seguiu na defesa pelo restante da primeira etapa, explorando as chances de contra-ataque.

A tática funcionou e, aos 15 minutos da segunda etapa, o Flu, em um contra-ataque, empatou a partida com um bonito gol. Egídio recebeu a bola com liberdade, mais uma vez pela esquerda, e fez um cruzamento perfeito para Evanílson bater de primeira dentro da área rubro-negra. Um a um.

Após o empate, Jorge Jesus colocou Gerson, Michael e Éverton Ribeiro nos lugares de Diego, Vitinho e Arrascaeta.

O gol de empate deu coragem ao Fluminense, que passou a jogar melhor do que rubro-negro e a criar oportunidades de gol.

Mas, aos 29 minutos, no momento em que o tricolor dominava a partida, Rafinha fez um lançamento sensacional para Gabigol na direita do ataque do Flamengo. O atacante passou por Egídio e serviu Michael no meio da área. O baixinho de pé número 35 empurrou para as redes e desempatou a partida.

O Fluminense pressionou e criou algumas oportunidades de ataque depois do segundo gol rubro-negro, mas sentiu a falta de Evanilson e Marcos Paulo, que tinham sido substituídos pelo técnico Odair Hellmann.

Bem marcado, com Filipe Luís em bela tarde e Pedro Rocha no lugar de Pedro, o Fla continuou com seu jogo de toque de bola, à espera de um vacilo tricolor.

Aos 48 minutos, Gabigol, que tinha o amarelo, demorou a sair de campo ao ser substituído, tomou o segundo cartão e, em seguida, o vermelho.

Curioso é que o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães expulsou o atacante mas não deu o minuto de acréscimo pela cera. Por isso foi criticado até mesmo pelos jogadores do Fluminense.

O Tricolor voltou a jogar com disciplina e dignidade. Tinha um esquema duro de marcação, mas atacava com organização e valentia com a bola no pé.

Mas, dessa vez, o Flamengo, se não foi brilhante, encarou o adversário com interesse e sem a soberba que marcou sua atuação na final da Taça Rio.

O Fla vai para a partida final, na quarta-feira (15), com a vantagem do empate, mas sem o talento de Gabigol, na tentativa de seu 36º título estadual.

Uma pena, sobretudo, para o espetáculo.

O Fluminense, com um time inferior em termos técnicos mas valente e bem armado, está bem vivo na luta por sua 32º taça, ao contrário do esperava a maioria nesse momento.

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