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Fifa cobrará ao Brasil gastos extras com controles antidoping da Copa

Futebol|Do R7

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A Fifa pretende pedir que o governo brasileiro assuma parte dos gastos extras ocasionados pelo fato de os exames antidoping da Copa do Mundo de 2014 terem sido transferidos para a Suíça por causa da ausência de um laboratório habilitado no país, informou à AFP o diretor médico da entidade, Jiri Dvorak.

"Vamos negociar com o governo brasileiro para que possa contribuir, porque o que aconteceu não é culpa da Fifa", declarou Dvorak durante a Conferência Mundial sobre Doping realizada em Johanesburgo, na África do Sul.

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As amostras não poderão ser analisadas no Ladetec, no Rio de Janeiro, que teve seu credenciamento suspenso em agosto pela Agência Mundial Antidoping (WADA).

Na terça-feira, a Fifa tinha informado que os exames seriam realizados em um laboratório de Lausanne, na Suíça, já que o recredenciamento do Ladetec não deve acontecer a tempo para que o laboratório volte a funcionar durante a Copa do Mundo.

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"O recredenciamento em um prazo tão curto não é possível para o laboratório do Rio", confirmou o diretor médico. "O nosso plano B é enviar tudo para a Suíça, em Lausanne, no laboratório que tem a maior experiência com o passaporte biológico", explicou.

"Isso vai acarretar gastos extras, mas não é tão grave. Se compararmos com o preço total da análise do perfil biológico, o sobrecusto não será tão assustador", completou Dvorak, que não quis revelar números.

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A Fifa começou a usar o sistema do passaporte biológico durante a Copa das Confederações, disputada no Brasil em junho, e a aplicá-lo para todos os jogadores potencialmente convocados para a Copa do Mundo de 2014.

jcm-stp/jde/lg/dm

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