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Fifa anuncia Infantino como único candidato à presidência na eleição em junho

Futebol|Do R7

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Com o apoio de 190 países, o suíço Gianni Infantino caminha para ganhar um novo mandato como o homem mais poderoso do futebol mundial. A Fifa divulgou nesta quarta-feira um comunicado em que anuncia que apenas uma pessoa conseguiu assinaturas suficientes para lançar uma candidatura: seu próprio presidente.

Assim, a eleição marcada para junho deste ano não será mais que uma coroação. Contra Infantino havia surgido apenas Ramon Vega, um ex-jogador suíço. Mas ele não conseguiu reunir o apoio suficiente para entrar no processo eleitoral, algo que já havia ocorrido com Zico, em 2015. Pelas regras, Vega precisava de apenas cinco apoios entre as 211 federações nacionais.

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Vega, que jogou pelo Tottenham e pelo Celtic, esperava convencer membros da Uefa, críticos de Infantino, a sair em seu apoio. O concorrente havia se apresentado como o nome da "democracia e transparência", em uma corrida que iria insistir no fato de que o presidente da Fifa ter sido pouco aberto sobre os seus projetos com os demais cartolas.

No centro de seu primeiro mandato está a sua ideia de vender parte da organização dos torneios da Fifa para um misterioso fundo de investidores. Em troca de poder organizar o Mundial de Clubes e uma Liga das Nações, empresários prometiam um retorno de US$ 25 bilhões para a Fifa, cinco vezes mais do que a Copa do Mundo hoje gera.

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Na Conmebol, Infantino recebeu pleno apoio e a CBF também já deixou claro que estaria ao seu lado. Na Uefa, porém, a irritação foi profunda diante do comportamento dele de não atender a algumas das exigências dos europeus e de não ser transparente sobre a origem do dinheiro que entraria na Fifa por meio desse novo fundo. Uma das suspeitas era de que os recursos fossem sauditas.

Infantino também passou a ser questionado sobre o seu plano de realizar um Mundial de Clubes a cada quatro anos, com 24 times. Os europeus temem perder o status de ter o maior torneio de clubes do mundo, a Liga dos Campeões.

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O presidente ainda foi alvo de críticas quando, em 2016, demitiu os investigadores independentes da Fifa e viu vários de seus membros do Comitê de Governança renunciarem diante de seu comportamento de ingerência em assuntos de ética e transparência. Documentos ainda revelados por jornais europeus mostraram que Infantino chegou a interferir na elaboração no novo código de ética da Fifa.

Mas, ainda assim, os europeus não conseguiram encontrar um nome que pudesse enfrentar o suíço com reais chances de vitória.

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Com um salário de mais de US$ 1,5 milhão por ano, Infantino chegou ao poder em 2016, depois da pior crise política, financeira e moral da Fifa. Joseph Blatter, que havia permanecido no cargo por 18 anos, foi obrigado a abandonar o cargo diante dos escândalos de corrupção. O ex-jogador francês Michel Platini, que buscava a presidência da Fifa, foi banido também por irregularidades.

Agora, Infantino quer garantir que, em seu novo mandato, a Copa do Mundo do Catar, em 2022, passe já a contar com 48 seleções, o que garantiria que a renda do torneio prevista para US$ 5,6 bilhões sejam incrementada. Para isso, porém, terá de chegar a um entendimento político com o Emir do Catar e permitir que o evento possa também ocorrer em outros países da região.

Para seu novo mandato, Infantino também promete quadruplicar o dinheiro destinado para as federações mais pobres. Uma promessa que, historicamente, sempre rendeu votos.

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