Fernando Prass cita 'mentalidade de Abel' e aposta no título Mundial
Em entrevista exclusiva, o ex-goleiro, que comemora nove anos de sua estreia pelo Palmeiras, fala sobre as transformações no clube
Futebol|Do Live Futebol BR

Quando entrou em campo vestindo a camisa do Palmeiras pela primeira vez, Fernando Prass não podia imaginar o que os anos seguintes dentro do clube lhe reservavam.
Lá se vão nove desde aquele empate sem gols contra o Bragantino pelo Paulistão de 2013. O jogo, disputado no dia 20 de janeiro daquele ano, foi o primeiro dos 274 em que o goleiro esteve à frente da meta palmeirense.
Em entrevista exclusiva, Prass falou sobre os momentos marcantes pelo time — alguns deles bem turbulentos — e também analisou a atual situação do clube, que terá mais uma chance de buscar o tão sonhado título Mundial.
O hoje gestor Fernando Büttenbender Prass acredita que a estrutura interna faz diferença no desempenho dentro de campo na busca por taças. Um exemplo é o próprio Palmeiras, que virou protagonista no futebol nacional, algo que parecia muito distante há nove anos.
“Por conta disso, acredito que o título mundial é muito factível para o Palmeiras. Pelo que converso com pessoas do Palmeiras sobre a mentalidade de Abel Ferreira e seu estafe e sendo um torneio curto”, afirmou.
O início
Um dos destaques da campanha que levou o Verdão de volta à elite em 2013, Prass afirma que se o time não evitasse o terceiro rebaixamento de sua história logo em 2014, no ano do centenário, o Palmeiras de hoje não existiria, tendo em vista o impacto comercial, técnico e financeiro que outra queda significaria.
“Montar um time de um ano para o outro não é difícil. A questão é tornar um time sustentável para que possa colher frutos “, destacou.
Na ocasião, logo quando retornou à Série A, o time alviverde empatou com o Athletico-PR, em casa, na última rodada, e só escapou da queda graças aos tropeços de Vitória e Bahia, que acabaram caindo para a Série B.
A virada
A partir de 2015 o Palmeiras deixou de ser mais um coadjuvante de nome e passou a disputar títulos. Logo no Paulistão daquele ano, chegou à final, mas acabou derrotado pelo Santos. De volta às decisões, o Verdão havia dado o primeiro passo que, mesmo sendo difícil, representava só o início de uma caminhada ainda mais desafiadora.
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“Tanto no futebol brasileiro quanto no sul-americano é difícil manter hegemonias como na Europa. Principalmente em nível nacional. Em todas as competições, nós (Palmeiras), diferente de outras épocas, sempre estávamos entre os três primeiros ou caindo em semifinais de copas”, destacou.
O ex-goleiro também comentou o número elevado de jogos dos times brasileiros numa temporada e destacou a capacidade que alguns deles — como o Palmeiras —– demonstram ao se manter no topo.
“Quanto mais se joga, mais propenso está de acontecer o erro. O problema não é o descanso, e, sim, a preparação. Precisa bater palma para atletas que ficam cinco, dez anos no auge”, disse o ex-jogador que deixou o Verdão em 2019, já aos 41 anos, como o oitavo goleiro com mais partidas pelo clube e o segundo que mais atuou no século 21 (atrás apenas de Marcos).
Os números
Em seis anos no clube, Prass conquistou quatro títulos nacionais, sendo dois
brasileiros (2016-2018), a Série B (2013) e a Copa do Brasil (2015). Esta última citada com um sabor especial, já que o goleiro, acostumado a usar as mãos para salvar o time, usou os pés para marcar o gol decisivo contra o Santos, nos pênaltis, em pleno Allianz Parque.
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