Fernando Diniz chega a mais derrotas do que vitórias pelo Brasileirão
Treinador amargou mais um revés na elite do futebol nacional após derrota por 1 a 0 para o Bahia, pela terceira rodada
Futebol|Do R7
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A situação não está fácil para Fernando Diniz no Vasco. Pressionado por maus resultados, o treinador amargou mais uma derrota no comando do Cruz-Maltino na quarta-feira (11), para o Bahia, por 1 a 0, em São Januário, e saiu vaiado pela torcida. O revés também fez com que Diniz chegasse a mais derrotas do que vitórias em jogos pela Série A do Brasileirão.
Agora, ao todo, Fernando Diniz tem 84 vitórias, 53 empates e 85 derrotas, em 222 partidas pela elite do futebol nacional, um aproveitamento de 45,8%. A trajetória de Diniz na Série A começou em 2018, quando dirigiu o Athletico em 12 partidas, com duas vitórias, três empates e sete derrotas. No ano seguinte, assumiu o Flu, e foi demitido após 15 jogos, três triunfos, três empates e nove derrotas sofridas.
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Depois, veio o ciclo mais consistente de Diniz. Começando pelo São Paulo, em 2020 e 2021, o treinador somou 50 partidas, com 24 vitórias, 14 empates e apenas 12 derrotas. Na sequência, dirigiu o Santos, e foi demitido depois de apenas cinco vitórias, sete empates e sete derrotas em 19 jogos.
Flu é o ponto fora da curva
Um ano depois, voltou a assumir o comando do Fluminense, onde viveu o auge. Em três temporadas, somou 82 partidas, com 37 vitórias, 17 empates e 28 derrotas. Acabou sendo demitido após um 2024 muito ruim, em que tinha apenas uma vitória pelo Brasileirão. No mesmo ano, assumiu o Cruzeiro, mas pouco ficou. Foram 10 jogos, com duas vitórias, três empates e cinco derrotas.
No Vasco, Diniz chegou em 2025, e, embora tenha batido em uma final de Copa do Brasil, não apresenta números bons pelo Brasileirão. São 34 jogos até aqui, com apenas 11 vitórias, seis empates e 17 derrotas. Em 2026, o Vasco tem três derrotas, três empates e três vitórias. Após mais um revés, a torcida perdeu de vez a paciência.
“O torcedor está no direito de vaiar, de xingar. Em relação ao Pedrinho, é o presidente, é um cara que faz um bem enorme ao futebol. O que eu tenho que falar sobre o Pedrinho é isso. Sobre a hostilidade da torcida, é normal. O time não ganha, tem que vaiar mesmo, tem que hostilizar”, ponderou Diniz, dando razão aos protestos dos torcedores.
Frustração e pouca efetividade
O treinador ainda defendeu o próprio trabalho e afirmou que o sentimento é de “frustração total”. Com o volume que a gente tem criado, é questão de tempo para a bola começar a entrar. Não é normal a gente não converter em gol. Ano passado, a gente teve uma taxa de conversão alta. Era um time que fazia muito gol e tomava muito gol. Mas, este ano, a gente não está tomando muito gol e tem cedido pouca chance ao adversário. Não sei explicar o porquê de estar tomando gol com pouca chance, que não é normal”, analisou.
“Sentimento é de frustração total. O torcedor tem que estar bravo, chateado e ter alguém para xingar, e o treinador é o maior responsável. A gente produziu para ganhar. Tivemos chances para virar, mas não viramos. Estou aqui para ser vaiado e estou preparado para isso. O time tem que conseguir converter as oportunidades de gol. O Bahia não teve nenhuma grande chance. Fizeram um gol numa jogada que não estava mapeada e o Everton fez na hora”, completou.
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